Secret Society – Europe

Europe-Secret_Society-Frontal

   

    O ano, é 2006, exatos 20 anos, em que o Europe compôs a clássica ‘’The Final Countdown’’, com seus teclados característicos e sonoridade oitentista. Mas como ser relevante 20 anos depois, sem soar datado, porém, sem parecer ‘’modernoso’’? Uma volta aos primórdios de suas influências, como o Led Zeppelin, ( volta essa já ensaiada no álbum de retorno da banda, ‘’ Start From The Dark ‘’, de 2004 ), uma dose extra de peso,  melodias pop com toques de U2, e refrões fortes, foi a receita usada. John Norum, é um guitarrista chave dos anos oitenta, tendo técnica e feeling de sobra, o que o fez  ter gabarito para substituir George Lynch, no Dokken, por exemplo. Devoto de mestres como Gary Moore, e Michael Schencker, Norum aqui, não se esquiva de adicionar influências citadas em entrevistas do próprio, como Velvet Revolver e Black Label Society, criando riffs e solos, em forma de muralha sonora. A abertura com a música homônima, já demonstra  isso, com pegada rocker, e licks bluesy. A segunda, ‘’ Always the pretenders’’,  com certeza, é uma das melhores canções compostas pelo grupo, contendo delicadeza, peso gigantesco, melodias cativantes, solo bem sacado, e um ar caótico. Daí em diante, o álbum segue com porradas como ‘’ Love is not the enemy’’, ‘’ Let the children play’’ e ‘’ The getaway plan’’ ( note o riff no meio dessa, que remete ao Black Sabbath, e o seu solo de extremo bom gosto ). ‘’ A mothers son’’, é uma balada dolorida, muito acima da média, que surpreende pela  entrega, e a bela ‘’ Forever traveling’’, traz um toque de anos 80, misturado ao hard rock atual proposto pela banda.  Depois da introdução pesada de ‘’ Brave and beautiful soul’’, nota-se descaradamente a influência de U2, mas sem soar forçado, influência essa, que volta na derradeira ‘’ Devil sings the blues’’, em que Joey Tempesta chega a simular o estilo vocal de Bono Vox, enquanto John Norum, contorna suas linhas vocais, com um arranjo de guitarra supremo, com a quantidade certa de drive, e fecha com o melhor solo do álbum, em que a influência de Gary Moore, mostra-se presente, com escolha de notas , licks, e pegada perfeitas. Eis um exemplo de álbum com equilíbrio de ideias, atual, que soa fácil de ouvir, e mesmo assim, é uma aula musical.

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Sobre hericksales

Guitarrista, professor de guitarra e violão a 11 anos.

Publicado em 30 de julho de 2014, em Música. Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. John Norum e os seus solos *–* Que álbum ótimo

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  2. Esse post é um aviso para as bandas de pop rock que não procuram conhecer mais e tornar o som mais interessante. Acho que como músico, não importa o gênero, o músico deve expandir o conhecimento.

    Curtido por 1 pessoa

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