Santana – Guitar Heaven: The Greatest Guitar Classics of All Time

Muro do Classic Rock

Muito além do que um álbum de covers.

    Santana estava com a carreira mais do que estável, e não precisa provar mais nada para ninguém. Após uma trilogia de cds ( Supernatural, Shaman, e All That I Am), com convidados pra lá de conhecidos, que rendeu bon$ fruto$ ne$$a empreitada, já estava meio que na hora dele carregar sua guitarra novamente, com um gás a mais, sem tanto apelo pop. Então, eis que surge ‘’Guitar Heaven: The Greatest Guitar Classics of All Time’’. Muito além de álbum de covers, Santana deu cara nova a muitas canções clássicas, correndo até certo risco, afinal, tem que ter muita bala na agulha para regravar Rolling Stones, Led Zeppelin, Van Halen, Beatles, com seu tempero latino característico, sem deformar as canções.

    De cara, Santana já entra com pé na porta, com uma versão latina de ”Whole Lotta Love”, do Led Zeppelin, com  Chris Cornell ( Soundgarden), nos vocais. Nunca imaginei que alguém pudesse transformar essa música, mudar até mesmo seu solo mais do que emblemático, e deixá-la em alto nível. ”Can’t You Hear Me Knocking”, do Rolling Stones, cantada por Scott Weiland ( ex- Velvet Revolver, ex- Stone Temple Pilots ) ficou sensacional, com uma jam no final e solos pra lá de sensuais. ”Sunshine of Your Love”, do Cream, ganhou uma batida latina, a ponto de ser mudado de leve o riff original, e torna-se quase impossível não se mexer na cadeira.  “While My Guitar Gently Weeps”, dos Beatles, ganhou uma introdução com ares flamencos, no violão de nylon, e a delicadeza de uma voz feminina, tornando-a angelical e doce. Catada a dedo, direto dos anos 80, “Photograph”, clássico do Def Leppard, manteve o peso hard rock típico, e uma levada latina, que superou a original. Ficou ótima!!!!! Nem tudo são flores, já que em ‘’Back in Black’’, ele dá uma derrapada gigante, ao colocá-la em rap, mas mesmo assim, há um solo excelente na mesma. The Doors foi representado aqui, com  “Riders on the Storm”, e uma das melhores interpretações que Chester Bennington, do Linkin Park, teve na vida. Nem ‘’Smoke in the Water’’, do Deep Purple escapou, ganhando uma ótima versão com licks e solos cheio de wah wah. A alegrinha “Dance the Night Away”, do Van Halen, ganhou percussão, licks e solo que não continham na versão original. “Little Wing” do Hendrix, com  Joe Cocker no vocal, ficou de doer o coração, e no solo que não tem como negar: é Santana na guitarra. “I Ain’t Superstitious’’, do Jeff Beck Group, e “Fortunate Son do Creedence Clearwater Revival, mantém o astral lá em cima, e por fim, uma baita surpresa: “Under the Bridge”, do Red Hot Chili Peppers, que ficou parecendo uma linda canção típica de pôr de sol na praia.

    Muito além de um álbum de covers, Santana mostrou que é possível fazer covers, sem destruir as músicas, e trazê-las para seu universo, quando se tem identidade.

 

 

 

 

 

 

 

Obs: no primeiro vídeo, você já encontra 9 músicas do álbum.

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Sobre hericksales

Guitarrista, professor de guitarra e violão a 11 anos.

Publicado em 6 de agosto de 2014, em Música e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Nunca soube desse álbum. Fiquei surpreso com essa variedade de covers.

    Curtido por 1 pessoa

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