Bends e vibratos!

Stevie-Ray-Vaughan09-web

    Ao ter a ideia para escrever esse post, lembrei de uma entrevista que li do Richie Kotzen, em que ele foi perguntado sobre técnica, e disse que o que faz saber se o guitarrista é bom mesmo e domina o instrumento, são seus bends e vibratos. Caso o guitarrista execute uma parte complexa, porém termine com um bend errado, ou vibrato inconstante, ele considera que o cara teve apenas sorte. E ele não deixa de estar certo. Já convivi com alunos e vi músicos que executavam partes velozes, porém, terminavam com um bend que parecia um gato sendo apertado e um vibrato mais inconstante do que o Lars do Metallica, na bateria. Pode-se dizer que um bom bend e bom vibrato, são a alma da guitarra, transparecendo a alma ”chorosa” e ”raivosa” da mesma, e requer o mesmo treino e dedicação de outras técnicas. Imagine você, vendo Steve Morse tocando, passagens absurdamente intricadas, com palhetadas insanas, e no final, ao invés de vermos aquele bend e vibrato violentos, que ele faz com maestria, vem uma sonoridade que não acerta a nota. Há de ser tão broxante quanto marcar um encontro com a Paola Oliveira, ir pensando nela, e encontrar o Derrick Green, do Sepultura. Um bom bend, deve ser feito com certeza da nota a ser alcançada, então, nada melhor do que conferir a nota antes, e muitos desperdiçam energia demais sem ter o posicionamento correto. É necessário ter apoio do polegar, dos outros dedos antes, e o movimento deve ser de rotação, como se os outros dedos fossem encontrar o polegar, como na foto abaixo:

violao guitarra bend

Obs: algumas pessoas dizem ”Ah, mas o Dimebag Darrel, do Pantera não faz isso”. Foda-se! Você não é o Dimebag. Continuando…

    Quanto ao vibrato, achei bem interessante essa definição: ”Usado para dar mais intensidade a qualquer nota tocada, principalmente em solos (…) O vibrato é composto por sucessivos pequenos bends realizados em torno de uma nota.”

E para explicar melhor, vou subdividir de duas formas:

Vibrato com nota parada: toque a nota, e com o mesmo movimento do bend, levante um pouco (1/4 de tom, 1/2, por exemplo ), e volte ao registro original da nota;

Vibrato com bend: Aqui, é o contrário! Acerte a nota com o bend, depois desça um pouco, e volte à altura do bend.

    Em todos os casos, o vibrato deve ser constante, sempre a mesma altura, e mesma velocidade. Dá uma olhadinha nesses dois vídeos: um do já conhecido Kiko Loureiro, e outro prodígio da guitarra, Jonny Lang.

    Por fim, deixo exemplos, para você notar, como cada um tem um tipo de vibrato diferente: uns mais lentos e curtos, outros mais longos e agressivos, e lembre-se: um bom bend e vibrato, separa os homens dos meninos!

Vibratos mais curtos e lentos…

Vibrato lento e longo…

Vibratos fortes e longos…

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Sobre hericksales

Guitarrista, professor de guitarra e violão a 11 anos.

Publicado em 25 de fevereiro de 2015, em Música e marcado como , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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