Dio – Killing Dragon

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    Doug Aldrich é um guitarrista de hard rock e heavy metal, de competência absurda, figurando dentre os melhores do estilo na atualidade. Só para ter ideia, chegou a fazer teste para o Kiss, e tocou nos últimos anos no Whitesnake, no lugar pertencente antes, a Steve Vai e John Sykes. Porém, antes disso, teve os holofotes em si, ao entrar para banda do lendário Dio, gravando talvez o melhor álbum dele, desde o clássico The Last Line. 

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    O álbum abre com o metal épico Killing The Dragon, com pegada cavalgada, e tudo que quem ama heavy metal tradicional mais adora, com ”aquela” voz…e de cara, uma guitarra cheia de presença e um solo que sintetiza tudo de bom que um solo pode ter: melodias, pegada, velocidade e feeling. Dio sempre teve referência hard rock em seu trabalho, e ela aparece bem forte na canção Along Comes A Spider ( atenção ao riff principal, e seu timbre ), com outra aula de guitarra. Scream é um típico heavy metal daqueles de fazer o público se esgoelar no refrão, e para quem é guitarrista, vale notar a forma que Doug Aldrich costura seu solo, de forma extremamente bem construída, além de um vibrato sensacional. Eis que vem, a melhor música do álbum, Better In The Dark, que com certeza figura entre as melhores músicas que Dio compôs. Atenção total ao solo, que com certeza será um dos melhores que você ouviu numa música de metal, composta de 2000 para cá! Nele você acha referência a tudo: Jimmy Page, Kirk Hammett, Zakk Wylde, Gary Moore, mas sem soar cópia. É simplesmente sensacional!!! A arrastada Rock & Roll, começa suave, com Dio sussurrando, até entrar um riff encorpado e tenso, relembrando seus tempos de Black Sabbath ( note o delicioso riff que entra aos 2:52 minutos, que antecede outro belo solo ). Push, tem um riff melódico, e torna-se empolgante em seguida, casando com a voz perfeitamente, e mais uma vez, um solo que torna-se outra canção, tendo um belo domínio de dinâmicas, com notas abafadas com palm mute, e bends fortes. A hipnotizante Guilty é magnífica pela forma que soa pesada, porém suave ao mesmo tempo, até que em 2:08, surge outro riff estilo Sabbath, que chama o solo ( mais um sensacional, pra variar ).  Throw Away Children segue aquele estilo tenso e soturno que permeou a carreira do Dio, com um refrão belíssimo e um solo lindíssimo, em que ele mistura belas melodias com uma pegada bluesy, além de um lindo coral de vozes de crianças no fim. Com Before The Fall, o álbum volta ao híbrido de hard/heavy, de forma animada, com direito a solo de teclado, que remete imediatamente ao Deep Purple, para dar a vez à última canção, com toques de Rainbow: a maliciosa Cold Feet.

    É interessante notar como um músico talentoso, é capaz de lançar um álbum tão bom como seus clássicos, em que nenhuma música é ruim, e que um guitarrista que trabalhe em prol da canção, consegue dar um novo gás de ideias e entregar ótimos riffs e solos por todo um álbum.

522369_365152026909512_429593611_nkkkk     Herick Sales, músico e professor de guitarra e violão a 11 anos.

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Sobre hericksales

Guitarrista, professor de guitarra e violão a 11 anos.

Publicado em 18 de maio de 2015, em Pérolas desconhecidas e marcado como , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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