O dia em que não gostar de música ruim, virou preconceito.

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    A semanas atrás ocorreu aquele fato interessante do Zeca Camargo, que deu uma opinião quanto a supervalorização da importância musical do cantor Cristiano Araújo. O mesmo acontecendo com Mônica Iozzi, ao dizer no programa que apresenta, para as pessoas ouvirem menos funk e sertanejo universitário, e ouvirem mais Cazuza, Legião, e Elis Regina. Estamos na época mais escrotizada da história, no que tange dar uma opinião. Tudo será levado ao imoral, ao errado, ao caralho a 4. Hoje em dia, a música em massa, tornou-se um circo de canções estúpidas, com palhaços a baterem palmas a tudo que é feito por tais artistas. Letras que versam um amor que não existe, de forma piegas, ou pegações eternas da forma mais animal possível, melodias mais do que repetitivas ( ouço um lançamento de pagode, sertanejo universitário ou funk, já sei todas terminações melódicas da música, e às vezes, já pressupõe-se até a letra ), com arranjos que não querem dar nada novo a você. Tudo extramente igual, feito para bater no ouvido e ser digerido imediatamente. Antes que ache que sou completamente contra esse tipo de música, venho dizer que não. Embora isso nunca role em minha casa, e não costumo ir em ambientes em que toque isso direto, acho válido numa festa, numa brincadeira, para dançar, etc. Cada tipo de música tem seu momento, certo? Agora aí que entra aonde eu quero chegar: por que só isso? Por que ligo a televisão no domingo, e há um revezamento entre Zezé Di Camargo e Luciano, Luan Santana, Ivete Sangalo e alguma dupla xerocada de outros sertanejos em todos os programas? Será que todos que querem assistir a um programa de tv, gostam só disso? Será que não há artistas bons de MPB, de samba de verdade, de sertanejo de raiz, de pop, de rock, com um mínimo de conteúdo e músicas gostosas de se ouvir? Tim Maia fazia todo mundo dançar com suas canções, e tinha letras legais, divertidas, belas, e um groove e arranjos deliciosos! Porra, só dá pra dançar com Ivete e Claudia Leite? Sim, há pessoas que ouvem isso o dia inteiro, e vejo garotada cantando letras de funk horrendas, se sentindo os fodões, e não é pra brincar, zoar com amigos: ouvem porquê gostam e se identificam com as letras! Isso não é um processo de emburrecimento? Uma vez ouvi um relato de uma professora, citando seus alunos que ouvem funk o dia todo, e num desabafo ela disse que é complicado eles gostarem de outro tipo de música, pois muitos deles não tiveram acesso, contato mais afundo com outros estilos, gêneros, letras, ritmos. Consegue entender aonde quero chegar?

    Capaz de alguns lerem isso, e levarem já para o lado preconceito, acharem que sou ignorante, e não entendam que isso é uma opinião, um ponto de vista, com alguns argumentos concretos, e pensados. Tais pessoas, talvez sejam até as mesmas, que não se deram ao trabalho nem de interpretar o que Zeca Camargo e Monica Iozzi quiseram dizer.

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Sobre hericksales

Guitarrista, professor de guitarra e violão a 11 anos.

Publicado em 4 de agosto de 2015, em Música e marcado como , , . Adicione o link aos favoritos. 5 Comentários.

  1. Muito bom teu texto amigo. Só houve uma falta de atenção na última palavra escrita, “disser/dizer” grande abraço.

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  2. Meu, disse tudo cara, dupla xerocada de sertanejos, assim mesmo, rsrsrsrs e toca a música e a gente já sabe as passagens melódicas e o ritmo e até a letra, rsrsrsrs mais verdade ainda, e eu digo isso e o povo não acredita e me insulta, me identifiquei demais com o que vc escreveu, cara… Muito bom, muita força pra vc, man…

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