Richie Sambora: muito além de “Livin’ on a Prayer”

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    Só de falar Richie Sambora, e de imediato ter a associação com Bon Jovi, alguns ao lerem esse post, torcerão o nariz. Mas sua pegada blues rock, com certeza, foi um dos ingredientes fundamentais para o sucesso do Bon Jovi dos anos 80 e início dos anos 90, a fase mais vigorosa da banda, ajudando-a a ter mais punch, e menos glicose nas baladas. Dono de um grande feeling, Richie foi influenciado por Eric Clapton ( com o qual gravou junto já ), Jimmy Page, Joe Perry e principalmente, Stevie Ray Vaughan, aprendendo com os mesmos, a ter um fraseado direto, melódico e preciso. Salvo o preconceito até certo ponto correto contra o Bon Jovi ( ouvir algo deles de meados dos anos 90 para cá, é um exercício de tortura ), há grandes momentos guitarrísticos nos arranjos de Richie, provando o que sem querer, ao passear pelo facebook, vi o grande Marcelo Barbosa, guitarrista do Almah , publicar: ” Falem o que quiser, Richie Sambora é foda ”.

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Começo aqui, com essa bela canção, gravada com um de seus ídolos: Eric Clapton!

Trago aqui o hit homônimo, do último álbum inteiro bom dos caras, Keep the Faith, numa versão ao vivo. Note como com poucas notas, ritmo, e mudanças de oitavas, ele cria um solo, cheio de pegada.

E por falar em ao vivo, note essa daqui. Sim, eu sei, essa causa diabetes em qualquer um, mas antes de julgar, ouça o timbre bem diferente da gravação de estúdio, e solo improvisado muito mais carregado.

Entrando na área das porradas, olha só, o peso desse riff, e a pegada dele!

Aqui temos uma conhecida, em que ele chega a afinar em drop D, e que possui um solo cheio de pegada. Se conseguir, preste atenção ao riff bluesy do pré-refrão.

Essa aqui condensa bem o hard pop dos anos 80, e dá pra ver eles separando os instrumentos, e ao entrar a guitarra, você nota a diferença e belo arranjo. Obs: note a forma dos bends e vibratos, além da pronúncia, e me diz se não é blues pacas!

Essa, chega a causar estranheza, por não lembrar em nada o Bon Jovi atual, com riffs com harmônicos artificias, e uma base metal, que foi digamos, amenizada pelos teclados, típico dos anos 80. Note aqui a beleza do solo, que conta perfeitamente uma história.

E por falar em Steve Ray Vaughan, olha o visual dele nessa aqui, empunhando um violão, e mostrando que não está pra brincadeira. E cuidado pra não se assustar com a brutalidade que ele entra no solo.

Cara, uma música do Bon Jovi, de quase 10 minutos, já é de dar curiosidade, não?

Por fim, saca só como ele domina o blues, tocando em várias preciosidades, com a sua linda namorada Orianthi.

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Sobre hericksales

Guitarrista, professor de guitarra e violão a 11 anos.

Publicado em 18 de agosto de 2015, em Músicos subestimados e marcado como , , , . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. Ele é realmente foda !
    Não tão reconhecido … mas o cara é foda.

    Curtir

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