Seja um pouco ”oportunista” na guitarra! Potencialize suas qualidades!

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Richie Kotzen: como notou ter mais facilidade com ligados, virou esse monstro…

    Sabe quando você está estudando, e vem logo aquele tipo de técnica que você fica mais à vontade, e sente mais facilidade para fazer? Então, a tendência é você pensar algo assim: ”Ok, os ligados saem, mas a palhetada é uma porcaria, sou um merda”. Antes de ter esse pensamento ”fofo”, que tal pensar: ” Hey! Consigo fazer ligados com bem mais facilidade, por que não investir nisso? ” . Não é largar de mão as técnicas que possui mais dificuldade ( nada de se auto boicotar ), mas é potencializar suas habilidades, as suas competências, algo bem corriqueiro no mundo corporativo e empresas bem sucedidas, que buscam sim, corrigir falhas e amenizar fraquezas, mas focam no seu potencial, aonde podem liderar e sobressair. Seguindo essa lógica, você pode trabalhar no que é mais natural para ti, ser um pouco ”oportunista” na hora de moldar parte do seu estilo. Se você está estranhando essa palavra, sinto-me à vontade de usá-la desde que li uma entrevista com Edu Ardanuy dizendo que fez isso: foi ”oportunista”, potencializando aquilo que lhe era mais fácil, para ganhar destaque nisso, e foi buscando nivelar aos poucos outras técnicas que lhe eram mais difíceis. O moço acima, Richie Kotzen, muito do sabido, viu que possuía bem mais facilidade com ligados do que com palhetada, e sobre isso, foi estudando o estilo de Allan Holdsworth e Steve Vai, e trazendo para seu universo musical, e moldou um estilo único sobre essa facilidade que ele tinha, a ponto de hoje em dia ter desprezado a palheta, e sambar na nossa cara, tocando coisas absurdamente técnicas e virtuosas sem a mesma. Veja isso, e solte o clássico ”PQP”:

    Após essa humilhação, cito o mesmo para comigo. Eu tinha muita dificuldade de palhetar um desenho de escala, em sua totalidade. Porra, eu cagava sempre no meio, ou no final! Aos poucos fui notando que eu conseguia executar o mesmo padrão, com ligados, e sem me matar para isso. Então, fui tentando desenvolver esse lado, e estudando por fora palhetada, e sempre que ia fazer partes longas com palhetada, e via que ia começar a perder a sincronia, completava com ligados, o que dava uma mistura sonora interessante. Conclusão: Hoje, mesmo fazendo longos trechos com palhetada, mesclo sempre partes com ligados, e acrescento tapping também para alcançar maiores intervalos, tudo aproveitando essa facilidade que descobrir ter. Só pra você ter uma ideia, vou botar um vídeo meu aqui, em homenagem ao moço de cima, e a Jeff Beck:

    Deixo aqui, uma tabelinha, para te ajudar a visualizar seus pontos fortes, ao lado de suas fraquezas:

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    Não é incentivo a deixar de lado suas dificuldades! É um incentivo a uma tomada de direção mais qualitativa de si mesmo, que busca ver seus pontos fortes e potencializá-los, ao invés de olhar pelo prisma do pessimismo que só enxerga a dificuldade, e se auto deprecia.

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Sobre hericksales

Guitarrista, professor de guitarra e violão a 11 anos.

Publicado em 1 de setembro de 2015, em Música e empreendedorismo e marcado como , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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