A genialidade de Brian May

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    Muitos que não davam lá muita bola para o Queen e o grande Brian May, ficaram encantados com o show do dia 18, no Rock In Rio. Que se exploda se Adam Lambert é um garoto (muito talentoso, sejamos francos), que destoa um pouco da banda. Foi um lindo tributo e celebração a obra da banda. Muitos alunos e amigos ficaram encantados com a alegria de Roger Taylor e de Brian, além de espantados com sua pegada e forma de manusear a guitarra. Só tenho uma coisa a dizer sobre ele: gênio. Um dos poucos que podem receber esse adjetivo, com pleno merecimento, sem ser mero ”puxasaquismo”. Juntamente com o Queen, Brian May, escreveu as mais belas linhas da música contemporânea, com um ecletismo sobrenatural, mas nunca deixando de mostrar belos arranjos de guitarra. Gostaria de ressaltar, não só detalhes, como o de que ele e seu pai, construíram sua própria guitarra, a Red Special, com madeira de uma antiga lareira, com a ponte foi feita à mão, com componentes de motocicleta e uma agulha de tricô, sendo essa guitarra, a primeira a ser fabricada com as tão amadas 24 casas (no total, ela não custou nem oito libras, cerca de 40 reais), fora o fato dele tocar com uma moeda no lugar da palheta. Há detalhes maiores, por de traz das mãos e obra desse gênio (sim! Repito gênio! ). Com o Queen, Brian May deu alicerces mais do que seguros para o desenvolvimento do glam rock (lembram das bandas dos anos 80, com roupas espalhafatosas?), hard/rock, heavy metal e do rock progressivo, misturando os vocais harmonizados do Yes, com o peso e pancadaria de um Led Zeppelin ou um Black Sabbath. Seu timbre, sua pegada (ouça a violência de seus bends) e sua visão, em misturar conceitos eruditos, e a sobreposição de camadas de guitarra, tornou-se mitológica, influenciando quase todos que vieram depois, e arrancando elogios de quem veio antes: Joe Satriani, Slash, Nuno Bettencourt, Edu Ardanuy, Jeff Loomis, Tony Iommi (além de serem grandes amigos, Iommi credita a inspiração para a gravação de canções mais ousadas, no clássico do Sabbath ”Sabotage”, ao disco ”A Night at the Opera”, do Queen), e uma infinidade de outros músicos. Até mesmo, o carrancudo e soberbo Malmsteen, já assumiu em entrevista, que em se tratando de gravações de camadas de guitarra, Brain May, é sua maior referência. Não há muito mais o que falar, e explicar….posso dizer, como experiência pessoal, que álbuns como ”Queen II”, ”Live Killers” (pra mim, o melhor ao vivo da historia, depois do ”Made in Japan”, do Deep Purple), ”The Game”, ”The miracle” e ”Innuendo”, fora os shows em DVD, tocavam incessantemente em meus momentos de estudo, na tentativa de absorver elementos de sua musicalidade. Por fim, trago aqui uns vídeos, não os mais conhecidos, mas algumas surpresas daquela, que é considerada a primeira banda a compor um thrash metal (a canção Stone Cold Crazy, que ganhou cover do Metallica), e compôs ”Bohemian Rhapsody”, considerada ”apenas” a música do século.

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Sobre hericksales

Guitarrista, professor de guitarra e violão a 11 anos.

Publicado em 22 de setembro de 2015, em Música. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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