Arquivo mensal: outubro 2015

Paul Gilbert: técnica na música

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    Dono de uma técnica absurda, senso de humor ímpar (não me lembro, de ver esse cara , tocando, com cara de aborrecido…) , e musicalidade, Paul Gilbert conseguiu o improvável: juntar toda a técnica de caras como Al Di Meola e Yngwie Malmsteen, a espontâniedade de Eddie Van Halen, e o feeling, de mestres como, Jimmy Page e Brian May, tornando-se referência, seja lá em qual empreitada estivesse! Com Racer X, Mr. Big ( banda de maior sucesso, onde juntou ápices técnicos, com temática ”pop”) , ou em carreira solo, esse mestre das 6 cordas, que quando jovem, foi atrás de Randy Roads, perguntar como ele conseguia ser tão velocidade, e recebeu como resposta ” deixe-a vir”, deu nova cara a pirotecnias guitarrísticas, sem soar chato. É possível notar em sua forma de tocar, uma palhetada com pegada, e absurdamente limpa e rápida, mesclado com um fraseado blues rock grande, advindo de sua admiração por caras como Hendrix, Richie Blackmore, e os já citados Page e Brian May, o que lhe trouxe bends e vibratos fortes, dando bastante alma às suas interpretações, mesmo em altas velocidades, e em músicas instrumentais. 

    Para fechar, trago um pequeno detalhe: em uma de suas participações do G3, um de seus colegas de turnê, foi perguntá-lo, como ele fazia determinados tipos de arpejos, soando mais limpos e diferentes…..esse colega de turnê, foi ninguém menos, que John Petrucci. E um outro ”coleguinha” das 6 cordas, Nuno Bittencourt, confessou ter ensaiado por várias vezes com Paul Gilbert, e não o viu errar nenhuma vez. Bem…..já basta, né?

Dedicação, foco e excelência

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Steve Morse: exemplo de dedicação.

    O quanto você realmente se entrega à sua profissão? De corpo e alma? Desânimo, doenças, tristezas, baixa autoestima, milhares e milhares de fatores contra a excelência nas suas atividades e trabalho. Mas seja qual for a atividade desenvolvida, para ser com muita qualidade, é preciso empenho, e uma dose de entrega. Diria até mais: paixão. Paixão pelo que se faz. Quantas e quantas pessoas estão atrás de mesas com papéis, ou em outras funções, talvez até muito bem aceitas socialmente, mas são infelizes? Isso muitas vezes resulta em tarefas executadas corretamente até, mas sem um elemento que traga diferencial, que faça com quem você esteja trabalhando solte um ‘’UAU!’’, pela qualidade do seu trabalho. Dado esse ponto de vista, há necessidade de salientar que, só faz extremante bem feito, quem conhece, quem busca melhorar cada vez mais seus conhecimentos e suas habilidades.  Logo a dedicação e o traçado correto de um objetivo, de sua meta, e como chegar nesse lugar chamado excelência, traz a diferença. Saber onde empregar sua paixão, não frustrá-la, guardando-a num baú trancado, e jogar sua força nisso, de corpo e alma, com dedicação e organização. Esse fator faz a diferença, seja qual for a área. Seja lá o Pelé, Bill Gates ou Steve Morse, todos se entregaram de corpo e alma às suas profissões, tarefas, e souberam onde empregar suas energias. Já vi muitos alunos com determinação, força de vontade, mas que em casa na hora de estudar, perdem o foco e começam a tocar coisas a esmo, repetindo o que sempre já tocaram, e com isso, começam a acreditar que não possuem capacidade avançar. Buscar orientar cada um deles, mostrar os caminhos mais assertivos em busca de um objetivo maior. E não há nem um tom de superioridade em minhas palavras, pois estou nessa mesma busca até hoje, e passo pelas mesmas mazelas que desanimam e atrapalham a qualquer um, mas é preciso colocar acima de tudo, a dedicação e paixão, e como professor, tento fazer com que cada aluno saia com a sensação de que valeu sair de casa, para ter mais uma aula.

    Para fechar, costumo dizer que todo professor possui uma pitada de psicólogo, ainda mais sendo de música, que possui uma afinidade muito maior para com o aluno, afinal mexe-se com sonhos e com a sensibilidade do mesmo,e ouço desde histórias hilárias, até medos e desabafos. Orientar como fazer, pautado na experiência já vivida, ou em opiniões saudáveis, mostrando onde direcionar mais sua força, contribui tanto quanto uma escala, um acorde, ou uma música ensinada, para que dentro dos seus limites, todos busquem a excelência. Como diria o jornalista Malcolm Gladwell, escritor do livro Outliers: The Story of Success, para se destacar em determinada tarefa, são necessárias 10 mil horas de trabalho árduo, citando como por exemplo, os Beatles , que ficaram em Hamburgo trabalhando por 18 meses e tocando 5 horas por noite para aperfeiçoarem sua técnica e trabalho em grupo, e que resume de forma simples como mesclar bem o foco, a paixão, e como obter sucesso na sua tarefa:

  1. a) Faça trabalho que tenha significado e seja inspirador para si;
  2. b) trabalhe arduamente;
  3. c) lembre-se que a recompensa merecida depende do esforço que fizer para alcançá-la.

Que sejamos eternas crianças com uma guitarra

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    A criança não possui medos. Não possui receios. Tão pouco traumas. Há uma pureza e ingenuidade brilhante no olhar das mesmas. Não há nada que seja impossível, pois tudo pode ser feito e acontecerá. Não há tempo ruim, dificuldades, tristezas bobas, nem preocupações com coisas que não merecem nosso aborrecimento. E mesmo que tenham coisas que chateiem as crianças, elas possuem uma forma mágica de se desconectarem disso, e ficar felizes. Crianças não remoem dores, nem usam desculpas para se enganar. Muito menos, deixam problemas tomarem dimensões maiores do que possuem. Pelo contrário! Muitas vezes elas nem notam as dificuldades, e simplesmente seguem em frente. Crianças não se abalam na dor: caem, choram, levantam e fim. Crianças são maleáveis, pois quando vacilam, e recebem boa educação, ganham um corretivo, um puxão de orelha, e mudam determinada atitude com mais facilidade. Crianças são destemidas e  corajosas, e sentem que podem ter o mundo nas mãos. Crianças carregam nos olhos pequenos contos de fadas, e levam-nos consigo a cada lugar, não importa qual seja. Crianças são pequenos anjos de esperança, que vêm mostrar que tudo pode ter um toque de leveza a mais, e que desistir não deveria ser opção. Que nós adultos ( ou adolescentes ), nunca esqueçamos disso, desses ensinamentos que cada criança carrega consigo, e nunca desistamos de nossos sonhos, ideais, pois nada há de ser impossível para quem tiver ainda dentro de si, um coração e alma de criança. Que não permitamos que o mundo adormeça nossa criança interior, aquela que sempre diz que você é capaz, e que dores existem, mas basta levantar. Que existem tarefas e dificuldades, mas elas não devem ser maiores do que são, e nunca as dificuldades devem tirar suas forças. Que nesse dia, possamos abraçar carinhosamente a criança que há dentro de nós, pegarmos nossa guitarra e tocarmos felizes, com a certeza de que tudo podemos, e com a felicidade de uma criança que está com seu brinquedo favorito.

Jeff Waters – o monstro do thrash metal

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    Nem todos devem conhecer a banda Annihilator, mas ela está na ativa desde 1989, quando lançou o clássico álbum ‘’Alice in Hell’’, que juntamente com seu sucessor ‘’ Never, Neverland’’, deixaram sua marca no mundo thrash. Seu guitarrista, Jeff Waters, é um monstro das 6 cordas, botando muito Kirk Hammett no chinelo, e na disputa de palhetada rápida, pode dar ‘’tchauzinho’’ e tudo, para o pessoal do Slayer. Para se ter uma ideia, com 13 anos Jeff já dava aulas! Influenciado pelo hard/metal clássico do Kiss, Van Halen, Iron Maiden, Judas, e pelo thrash do Metallica , Exodus e Antrax, Jeff Waters se destacou de tal forma, que Dave Mustaine assumiu ter escutado muito o álbum ‘’Alice in Hell’’ na época que compôs o clássico ‘’Rust in Peace’’, tendo convidado inclusive, Jeff Waters para fazer parte do Megadeth duas vezes, ambas as vezes rejeitadas. Com riffs pesados e rápidos, fraseado que mistura licks clássicos a lá AC/DC, com pegada furiosa, ligados, harmônicos, palhetada fora do comum nas cordas graves, e uma banda que embora variasse muito de integrantes ( Mike Manginni, hoje baterista do Dream Theater, já foi do Annihilator ), Jeff Waters influenciou milhares de bandas e guitarristas, como Alexi Laiho ( Children of Bodom ), Michael Ammont ( Arch Enemy ), Jeff Loomis ( ex Nevermore ), e o pessoal do Killswitch Engage , Lamb of God e Trivium. Que tal conhecer um pouco? Creio que você não vai se arrepender…