Arquivo mensal: fevereiro 2016

Esteja preparado, como se fosse fazer um show com sua banda favorita

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    Ouço muita gente relatando que quer ter banda. Muita gente relatando que quer compor músicas. Muita gente falando que quer gravar um álbum e fazer shows, muitos shows. Mas poucas pessoas dizendo que querem sentar o rabo na cadeira, e honrar esse desejo. Já tive amigos e alunos que estavam em fase inicial de aprendizado, e queriam tocar thrash metal, por exemplo, mas optaram por tocar new metal ou punk, pois é o que dava pra tocar fácil. Antes que me matem, nada contra aos estilos citados! Apenas estou citando que muitos não se preocupam com o ir atrás para chegar ao topo dos seus sonhos, desejos, etc. Já citei aqui mesmo no blog, que expurgar ideias em forma de música, é ótimo, seja lá se a música tiver 1 acorde, ou mil riffs e solos. Mas se você ama hard rock estilo Van Halen ou metal no melhor estilo Black Label Society de ser, você vai viver tocando outro estilo apenas porque não consegue tocar ainda, sem reverter esse quadro para alcançar sua meta no futuro? O desejo existe por parte de muitos, mas o foco e organização para chegar nessa meta, a maioria não tem.  Lembro-me de ter por volta de 15 anos, e ser muito fã de Deep Purple e Rush já, e notei que estava fodido: teria que saber improvisar um bocado, entender um pouco ao menos de blues, acordes diferentes que combinem com belos dedilhados, solos melódicos e técnicos, tempos quebrados, e isso pra citar o básico que notei ouvindo essas bandas citadas. Eu não vou tirar o meu da reta! Eu tinha uma preguiça da porra! Mas com o tempo fui pegando mais gosto e pensando no quanto eu queria tocar como eles. Obviamente, não toco igual, e ainda bem, pois cada músico deve ser um indivíduo único, com suas peculiaridades. Mas fui buscando ter gabarito para me aproximar disso. Não se esqueça que nada vai ser conseguido do dia para a noite, nem sem esforço. Está errando? Olha o exercício com calma. Está embolando? Abaixe o BPM ( nem vou citar que é para usar o metrônomo ). Tem dificuldade em algo, ou desconhece? Pergunte a seu professor, ou pesquise, vá atrás, e tente se capacitar ao máximo para isso. Para chegar até ter tal habilidade precisa dominar outra antes? Então não queime etapas: faça-as com perícia e dedicação, para que cada fase tenha consistência e finque em ti. Coloque desafios para si e sua banda. Se é difícil para vocês tocarem Iron Maiden ainda, porém é o que vocês gostam, pegue uma que pareça menos desafiadora, e estude a mesma, cada detalhe de execução. Embora torne-se um processo demorado, isso trará um progresso enorme. Alimente seu sonho, mas seja você mesmo, base qualificada para ele.

    Então deixo aqui a pergunta final: se sua banda favorita te chamasse para fazer um show com eles, ou tocar uma música com eles, você estaria pronto?

Finalmente, o ano começou…

    Não vim aqui falar mal do Brasil, esse país que só começa depois do carnaval. Vim aqui salientar, que agora, todas as desculpas para si mesmo acabaram. Já é passada mais de uma semana do fim do carnaval, e a vida voltando ao normal: ruas cheias de pessoas indo e vindo, resolvendo e criando problemas, jovens com uniformes escolares indo pra lá e pra cá, num balé por vezes desafinado, que vai no ritmo do estresse. Mas agora que o ano começou de vez, quais seus planos para você? E para seus sonhos? O que você espera para si nesse ano, musicalmente falando? Todos os afazeres vão querer te engolir sempre, e sussurrar em seus ouvido, para deixar para depois. A mente a mil, o corpo exausto, compromissos, mas… e você? E seu dom? Esse ano pode ou não ser um ano de avanços musicais e realizações? Uma guitarra nova, pedais, pedaleira, um bom amplificador, fazer aulas, criar uma rotina de estudos, tentar fazer uma banda, seja lá qual seja sua vontade, o agora é a hora. Se ano passado você deixou isso meio de lado, ok. Já foi. O tempo não volta. Porém, o tempo que virá continuará a passar, você fazendo algo ou não. gibson_les_paul_top_view

     Que mais uma vez, esse ano ”brasileiro” que se iniciou, seja uma folha em branco, no qual você possa escrever o que quiser, da forma que achar melhor, e que as cores da música, possam colorir essa sua folha em branco, bem mais do que antes.

O primeiro álbum de metal que ouvi: Dehumanizer-Black Sabbath

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    Existem álbuns que marcam sua vida de uma forma, que redefinem concepções e formas de enxergar a música. E isso aconteceu comigo, ao pegar emprestado, aquele que seria o primeiro álbum de metal que ouvi:  Dehumanizer, do Black Sabbath! Lançado em 1992, ele conta com a volta da segunda formação clássica da banda: Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo), Vinny Appice (bateria) e Ronnie James Dio (vocal). Esse foi o primeiro álbum do Sabbath que ouvi, e com certeza, é o mais raivoso e agressivo da banda. Lembro-me bem de, ter escutado falar muito sobre a mítica maléfica do Sabbath, e as músicas soturnas e pesadas  desse álbum, me fizeram ficar espantado, e impressionado, tamanho peso nos riffs, felling nos solos ( como ele toca assim, sem a ponta dos dedos), e frescor que esse álbum exala. Dehumanizer conta com as arrastadas ”After All (The Dead)” e ”Letters From Earth” ( Vinny Appice, parece que trocou baquetas, por marretas na gravação! Que porrada! ), as cassetadas ”Master Of Insanity” ( que riff! ), ”TV Crimes” e ”Time Machine”. Mas o absurdo, está nas 3 últimas: a melancolia e dor de ”Too Late”, com um dos solos mais absurdos que já ouvi, em questão de sonoridade! Arrepiante! A tapa na cara ” I ” , com outro solo fuderoso, e a incrivelmente pesada ”Buried Alive”! Um riff de 4 notas, com 3 se repetindo em sua maioria, uma bateria marcial, um baixo gorduroso, e Dio cantando com um ódio nunca visto, sendo essa, umas das músicas mais pesadas que ouvi! Tonny Iommi, é um caso a parte sempre, mas se superou nos solos e riffs!!! Você nota o quanto ele evoluiu com o tempo! O que já era bom, ficou melhor! Se você não conhece, meu caro amigo, prepare-se para essa aula de rock!