Arquivo mensal: maio 2016

Exercício de palhetada alternada para mão direita ( vídeo aula 1 )

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    Fala aí, pessoal! Trago aqui o exercício da primeira parte da vídeo aula ”Palhetada Alternada – O conceito” .

    É um exercício simples de cordas soltas, com foco na mão da palhetada! O primeiro exemplo é em colcheia ( 2 notas por tempo ), o segundo em tercina ( 3 notas por tempo ), e o último em semicolcheia ( 4 notas por tempo ).

Obs: mantenha sempre a palhetada alternada, mesmo no exercício de tercina, onde há uma tendência de se fazer sweep. Abraços!

Palhetada alternada ( básico )

Palhetada alternada ( básico ) certo

Pelo que o músico deve ser pago?

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Hoje, muito se é falado sobre downloads, pirataria, etc, etc. Acho que hoje é um caminho sem volta, e um álbum tornou-se um cartão de visitas para seus outros predicados. E sejamos sinceros: quantas vezes nos sentimos mal ao comprar um álbum, e dar de cara com um trabalho sem inspiração, ou muito ruim de fato? ( imagina a dor de quem comprou o ”Risk” do Megadeth, ”St. Anger” do Metallica, ou ”Chinese Democracy” do Guns, nas suas datas de lançamento). Tal qual como uma roupa, podemos experimentar antes de saber se queremos mesmo comprar. Mas isso é uma opinião minha apenas, sem verdades absolutas. Mas se a arte é algo fora da nossa compreensão ( tente me explicar, como seres humanos, sozinhos, sem uma ajuda divina, compõem ”Stairway to heaven” ou ”2112”?) , se é algo que surge de graça para nós como inspiração, o que deve ser pago? Se tocar em público, é um prazer enorme, o que deve ser pago, então? Não vou nem comentar a parte do sustento, que é bem óbvia, mas venho salientar que para chegar ao ponto, de um músico improvisar um solo coerente, dar vazão ao feeling e de forma clara, são horas e mais horas de investimento. Dedos doloridos dos primeiros acordes, que ficam mais doloridos ainda, quando começamos a pegar bends, tendo o cuidado de deixá-los certos. Sincronizar as 2 mãos, aprender como funciona cada acorde, cada escala, cada ritmo. Se capacitar, para ter o máximo de recursos em si, para que a música extrapole de você. Lembro-me de ler uma entrevista de Joe Satriani, no qual ele disse que ficava 12 horas por dia, EU DISSE 12 HORAS POR DIA, estudando a escala lídio dominante, afim de dominar sua sonoridade e poder improvisar bem com ela. Quantos anos de estudo, abstenção e dedicação, um músico emprega pra poder ser instrumento de sua própria música, e qual o valor disso? Fora os equipamentos, que vão precisando evoluir com o tempo, para dar condições para a sua obra surgir, e seus estudos renderem. Preparar-se para um show, gera inúmeros investimentos além do ”ir ao local”: horas de ensaio, às vezes desgastantes, e pega música, e faz arranjo, e alimentação, horas de sono a menos, e por aí vai. O mesmo vale para um professor: ele cobra o valor do tempo que ele precisou se dedicar, para te passar as informações da melhor forma possível.

Então, quando ver um músico no palco, pense nisso: ele ali em cima, é a soma de anos de estudo, que o faz ali ser tão incrível, e merecer ser pago por isso.

Steve Lukather: domínio pleno da guitarra

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    Steve Lukather, é guitarrista, cantor, compositor, arranjador e produtor norte-americano ( só isso, nada de mais ), sendo considerado um dos maiores sidemans de todos os tempos, tendo participação em ”apenas” 1500 álbuns, dentre eles o ”Thriller”, de um tal de Michael Jackson. Logo, seja na sua banda Toto, na sua carreira solo, ou como sideman, você com certeza já ouviu o som e timbre de Lukather. Dono de um dos mais amplos fraseados que já vi, sendo capaz de transitar pelo estilo que quiser ( pop, rock, hard rock, metal, blues, fusion, etc ), Lukather possui a lenda , confirmada por sinal, de nunca demorar mais do que 2 takes para registrar seus solos. Torna-se difícil apontar as qualidades latentes em seu estilo de tocar, mas é notório seu fraseado com embasamento na obra de Hendrix e utilização da alavanca no melhor estilo Jeff Beck ( talvez sua maior influência ). Ele também mescla momentos rápidos e técnicos, advindo de sua influência de Al Di Meola e Eddie Van Halen, e passagens de fusion influenciadas por  John McLaughlin e o já citado Jeff Beck.

     Então, meu amigo, ao ouvir ”Africa”, clássico da sua banda Toto, não se engane! Há muita coisa cabulosa e intrincada em meio da sua obra, e eu vou dar uma leve ajudinha…

     Aqui, um clássico do Toto. Ok, mas já reparou nos solos cheios de pegada, que renderam uma ligação do Clapton tecendo elogios?

     Vamos começar o arregaço: veja essa canção bem hard rock, e os solos desse cidadão…

 

     Uma mais progressiva, pra começar a variar um pouco. Obs: veja a influência de Eddie Van Halen e Jeff Beck:

 

     Lembra que eu falei que ele consegue tocar o que quiser? Aqui uma com afinação baixa, e muito atípica para o Toto.

 

       Diga-me se essa não parece com as clássicas do Mr. Big:

     Vamos ao extremo: veja o assento pop/soul e improvisos fusion ao violão.

     Seguindo para sua carreira solo, veja essa aula de hard rock, cheia de intervenções guitarrísticas fodonas:

     Aqui, uma menos alegre, e com drives secos e belos. Note os caminhos que o solo te leva:

     Olhe o riff inicial, onde ele usa as vozes dos acordes para criar a melodia, que guia toda a canção, densa e forte:

     Umas das minhas favoritas da carreira solo: olha como soa moderna, pesada e pop ao mesmo tempo. Fora o solo! Note a clareza da parte veloz, e como ele tece uma história com as notas:

    E pra fechar, um ótimo exemplo que nem sempre usar toneladas de distorção, é o que fará sua música pesada. Veja o riff inicial, com pouco drive, mas forte e pesado. No meio acordes de violão, dando pinta da sua influência de rock progressivo, e um solo magistral!