Arquivo mensal: fevereiro 2017

As viúvas do rock/metal

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    “Sepultura acabou em 1996”, “Ah, Deep Purple com Morse, não é Deep Purple”, “Lynyrd Skyrnyd é uma banda cover de si”, e por aí vai. Quantas vezes esbarramos nessas declarações, não é? Hoje ela estão bem mais vivas, com o lançamento do excelente Machine Messiah, que tem um brilhantismo que mostra o amadurecimento, conhecimento, e pegada de uma banda sincronizada. O Sepultura de hoje possui um baterista acima de todas as expectativas, e Derrick achou seu lugar na banda, com um vocal diferenciado e bem agressivo. Logicamente, após a saída do Max, a banda ficou meio perdida com lançamentos fracos, mas também, né? Chegar a esse nível de sucesso e tudo mudar do nada, deve ser bem complicado mesmo, mas há tempos a banda demonstra que se achou (na minha opinião, isso ocorreu no ótimo Kairos), e sejamos sinceros: Machine Messiah nunca teria sido lançado com Max e Igor na banda. Ponto final. Se eles estivessem, seria um álbum melhor? Não sei. Diferente? Com certeza. O que importa é que eu aproveito o que a banda tem de bom a me oferecer musicalmente agora. Sem mi mi mi. Eu não me privo de conhecer o que eles irão apresentar com uma nova formação, afinal, a vida segue em várias esferas: trabalho, relacionamentos amorosos, amizades, etc. O Deep Purple sofreu muito com isso, com a entrada de Steve Morse. O cara já tomou até cuspida no palco! Se não curte a formação, pra que o sujeito sai de casa pra ir ao show, e fazer isso? Enfim… qualidade técnica a ele não falta, e o melhor: Morse devolveu o espírito alegre aos shows do Deep Purple, com aquela onda de improvisos, e ajudou a banda a lançar bons discos, dentre eles o sensacional Purpendicular. A permanência de Blackmore traria o fim da banda, e não teríamos a oportunidade de vê-los com Steve Morse, dando cara moderna a mesma, e shows tão legais. Mas vai o fã boy, e diz que preferia que a banda tivesse acabado. O Lynyrd Skyrnyd nem se fala… com o vocalista Johnny Van Zant (prestando uma bela homenagem ao irmão falecido no fatídico acidente de avião), e o guitarrista Gary Rossington (único membro original, que sobreviveu e está lá até hoje) a banda continua. Gente! Porra! O irmão do vocalista está levantando a bandeira (sem piada com a bandeira dos confederados…), levando as belas canções da banda juntamente de um dos membros que sobreviveram a esse acidente, e pra variar lançando bons discos! Havia uma época em que eu me sentia meio carente de um puta álbum de rock n’ roll, daqueles que só víamos antigamente, e me deparo com os belíssimos  God & Guns e Last of a Dyin’ Breed! Mesmo com todas as adversidades, a banda lançou álbuns que podem figurar entre os melhores, e tem gente que ainda teima e nem se permite ouvir, despidos de preconceitos. Pobres almas…

     Por fim, sabe quando um rapaz namora uma moça por um tempo, pessoal acostuma com aquela dinâmica, mas o relacionamento azeda, termina, ele conhece outra e reencontra a felicidade, dando sequencia a vida?  Então, esses “fãs” tão “fãs” soam como uma tia velha, daquelas bem chatas, que não querem saber se o rapaz está bem hoje, feliz, etc. Fica sempre resmungando: “Não gosto dessa garota! Por mim você ainda estava com sua ex…”. Azar o deles…

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