Arquivo da categoria: Músicos subestimados

Jerry Cantrell: o gênio minimalista

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     O David Gilmor do metal. Desde sempre foi a sensação que tive ao ouvir o som acachapante de Jerry, do Alice in Chains. Meu primeiro contato foi com o álbum Dirt, que fui ouvir com certo preconceito até ( afinal, era uma banda de grunge, que possui o esteriótipo de música simples demais, ou até mesmo mal tocada ). Mas tal qual não foi minha surpresa, ao ouvir as duas primeiras porradas que abrem o álbum: Them Bones.e  Dam That River. Com o passar do álbum ouvi riffs absurdamente pesados, compassos 7/8 ( oi? grunge? ), e solos melódicos com muita pegada, que me fizeram pensar que ele seria a união do Tony Iommi com David Gimour. Diferentemente dos seus companheiros de Seattle, o Alice in Chains possui um apuro melódico e senso de composição expostos em canções acústicas com influência country e folk, até às mais pesadas, que faz a ideia de que grunge é mal tocado, cair por terra. Aliás, o Alice possui sim elementos do movimento, como a melancolia nos vocais, mas seus temas são mais contemplativos, possuem harmonizações vocais complexas feitas por Jerry e o finado Layne Staley, com influências de cantos gregorianos, e uma base corpulenta com afinações muitas vezes baixas, com influência de Sabbath, e até mesmo afinação dropada, com guitarra meio tom abaixo, e o bordão descendo 1 1/2 tom, algo que Eddie Van Halen faz em Unchained, e Zakk Wylde passou a fazer à partir do álbum No More Tears, por exemplo. Aliás, o Alice já abriu shows do Van Halen e Jerry já arrancou elogios de músicos como Kerry King, Dimmebag Darrel e o próprio Zakk.

    Por fim, trago aqui alguns exemplos do porque eu considerar Jerry Cantrell um dos últimos gênios da guitarra a terem destaque numa geração em que cada vez mais, a música fica menos orgânica.

Cadê o grunge dessa porra?

Veja com essa canção soa o tempo todo: arrastada de maneira a quase sair do tempo…

OBS: Olha esse arranjo de guitarra e o solo!

Ué…Extreme?

Pqp!

Acho que eles andaram ouvindo Eletric Funeral, do Sabbath, na hora de compor essa…

Choremos…

Essa leveza ao vivo…

Esse riff é agonizante!!! Apenas 2 notas e bends.

Essa música é incrível, no arranjo como um todo, sem contar o super arranque pesado do meio.

Fecho com 2 do álbum The Devil Put Dinosaurs Here, que na minha opinião, é uma obra-prima dos últimos anos, produzido por Nick Raskulinecz, mesmo produtor dos últimos discos do…Rush!

Preste atenção no peso absurdo desse riff, e a quantidade de camadas gravadas, afim de dar peso e corpo.

Fecho com essa mais melancólica, que possui um dos solos mais belos de Jerry!

 

 

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O lado bom de Yngwie Malmsteen

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    Esse cara pra lá de mala, foi influenciado pela pela música barroca de Bach e Vivaldi, e pelas guitarras poderosas de Hendrix e Ritchie Blackmore, ajudando com essa mistura, a criar o que veio a ser conhecido como metal neoclássico. Influenciou tanta, mas tanta gente, que fica difícil enumerar: Kiko Loureiro, Edu Ardanuy, Paul Gilbert, John Norum, Guthrie Govan, Roland Grapow, e mais uma caralhada, além de arrancar elogios de músicos como Satriani, Steve Vai, Zakk Wylde e Slash. Então, com isso tudo, como pode o cara só ter feito música merda? Não é possível! Então, em uma pequena pesquisada em seus primeiros álbuns, não torna-se difícil achar ótimos, e quase sublimes momentos em sua carreira, com músicas potentes, solos que não soam repetitivos, boas composições, e feeling! Não deixe de notar 2 qualidades absurdas em seu estilo: clareza das notas, e bends/ vibratos perfeitos.

Essa, é do seu clássico primeiro álbum, o mais citado de todos, que chocou o mundo em 1984:

Essa é uma das mais legais dele, que conta com o poderoso vocal de Joe Lynn Turner, ex Rainbow, provando mais uma vez sua admiração pela obra de Richie Blackmore.

Do mesmo álbum, que tal essa, com bela melodia de refrão e peso?

Essa foi a primeira música que ouvi dele, e me impressionou, muito pelo groove ( sim, groove ), fluidez, e peso. É notória a influência funky de Hendrix:

Essa daqui calcada no blues, revela um hard rock potente e agradável de ouvir, e mostra um grande momento em que Malmsteen trabalhou para a canção:

Essa aqui possui uma bela pegada inicial, vocal potente, e um solo bem rocker!

Meu amigo, essa é uma das melhores: sente o groove ( sim, estranho falar isso do Mamsteen, né? ), chegando a ser sexy:

Essa possui uma sutileza melódica, quase pop, que chega a soar estranha vinda do Malmsteen:

Por fim, deixo esse cover de Red House do Hendrix, pra lá de legal e com o próprio cantando, soando bem mais legal do que sua performance no G3 ao abordar Hendrix.

 

 

 

 

Os 40 anos do álbum “Frampton Comes Alive”: o álbum ao vivo mais vendido da história.

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    A uns dias, venho pensando em escrever sobre o quanto Peter Frampton é subestimado, e falar sobre a qualidade de suas canções e seu talento como guitarrista, até que ao abrir o facebook, na página do próprio, há um recado comemorativo dos 40 anos do álbum ao vivo mais vendido de todos os tempos: Frampton Comes Alive ! Você não leu errado. Esse foi o álbum ao vivo mais vendido de todos os tempos, bem mais vendido do que clássicos do rock, como Made in Japan, do Deep Purple, ou Live After Death, do Iron Maiden. Peter Frampton era guitarrista do Humble Pie, onde mostrou no álbum  Performance – Rockin’ The Filmore, que não devia a nenhum Jimmy Page ou Blackmore, em matéria de improviso no palco. Mas logo após, Frampton decidiu seguir carreira solo, tendo 3 álbuns com boas músicas, mas o auge da sua carreira veio em 76, com o álbum ao vivo Frampton Comes Alive !, que vendeu um milhão de cópias já na primeira semana! Assim como em sua carreira toda, não há virtuosismos em excesso, e sim, boas canções, bem trabalhadas, com guitarras muito bem construídas em torno de seus arranjos. Desse álbum, que saíram as versões de absurdo sucesso das canções ”Show Me The Way” ( com seu clássico uso de talk box ), e ”Baby, I Love Your Way”, duas músicas compostas em apenas um dia. Mas o álbum, e sua carreira no geral vão muito além disso: há baladas acústicas, hard rock vigoroso, blues e pequenas ideias jazzy inseridas em suas canções e fraseados, bastando apenas você dar a devida atenção a músicas como ”(I’ll Give You) Money”, ou ao clássico irretocável ”Do You Feel Like You Do”, no qual há de tudo: introdução com toques de jazz, frases de blues, riffs de hard anos 70, além de um longo improviso, com uso do talk box ( isso bem antes do Slash ou Richie Sambora ), e muita melodia. E foi assim que Frampton moldou seu estilo: mesclando suas composições com riffs e fraseados melódicos, que sempre contornam a canção com maestria.

    Que esse álbum possa entrar na sua lista de álbuns a ser escutados nesse início de 2016, pois ter um álbum ao vivo, que a 40 anos lidera como o mais vendido, é um feito que com certeza, credita a qualidade de um trabalho.

Alex Lifeson: a alma injustiçada do Rush

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“A Steve Morse Band esteve na turnê do disco Power Windows. Foi um ponto alto na minha carreira.” – Steve Morse.
“Minhas canções de rock instrumental preferidas são do Rush” – Paul Gilbert
“Gostava muito do estilo de Alex, especialmente, das partes rítmicas” – Vinnie Moore
“Minha banda excursionou com o Rush no começo dos anos 90. Alex tem um timbre feroz – seu estilo preenchia muito bem o som do trio.” – Eric Johnson
Bem….será que preciso falar mais alguma coisa sobre Alex Lifeson? Amante fervoroso de Jimi Hendrix, Pete Townshend, Jeff Beck, Eric Clapton e Jimmy Page (sua principal influência ), Lifeson não só ajudou a moldar a sonoridade do rock progressivo ”não-mala” , como deu de brinde, o mapa das milhares de convenções e tempos quebrados que o metal viria usar ( vide o Metallica, fã assumido da banda ). Seja no começo dos anos 70 , despejando suas influências de Cream e Led Zeppelin, somadas as texturas e arranjos típicos de bandas como Yes e Genesis, seja nos anos 80, timbrando sua guitarra com um belo chorus e absorvendo influências de Adrian Belew (o que caracterizaria parte do som da década), ou dos anos 90 em seguida, com a retomada do peso, Alex Lifeson criou partes de guitarra insanas e bem elaboradas, que ao lado de Geddy Lee e Neal Peart, fez a ponte entre os elementos progressivos e o hard rock/metal de forma complexa, mas sem soar chato. Alex possui um jeito despojado de tocar seus riffs complexos, demonstrando total naturalidade, e solos com ligados, cordas soltas, e intervalos atípicos, que tornam-se grandes desafios na hora de serem tirados nota por nota. Veja os vídeos abaixo, e note o quanto Alex e seus companheiros, tocam com naturalidade e se divertindo! E por fim, se você acha que o Dream Theater é a banda mais inacreditável e original das galáxias, ouça o material do Rush. Mas não me responsabilizo caso você fique com uma leve vergonha alheia….

Jeff Waters – o monstro do thrash metal

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    Nem todos devem conhecer a banda Annihilator, mas ela está na ativa desde 1989, quando lançou o clássico álbum ‘’Alice in Hell’’, que juntamente com seu sucessor ‘’ Never, Neverland’’, deixaram sua marca no mundo thrash. Seu guitarrista, Jeff Waters, é um monstro das 6 cordas, botando muito Kirk Hammett no chinelo, e na disputa de palhetada rápida, pode dar ‘’tchauzinho’’ e tudo, para o pessoal do Slayer. Para se ter uma ideia, com 13 anos Jeff já dava aulas! Influenciado pelo hard/metal clássico do Kiss, Van Halen, Iron Maiden, Judas, e pelo thrash do Metallica , Exodus e Antrax, Jeff Waters se destacou de tal forma, que Dave Mustaine assumiu ter escutado muito o álbum ‘’Alice in Hell’’ na época que compôs o clássico ‘’Rust in Peace’’, tendo convidado inclusive, Jeff Waters para fazer parte do Megadeth duas vezes, ambas as vezes rejeitadas. Com riffs pesados e rápidos, fraseado que mistura licks clássicos a lá AC/DC, com pegada furiosa, ligados, harmônicos, palhetada fora do comum nas cordas graves, e uma banda que embora variasse muito de integrantes ( Mike Manginni, hoje baterista do Dream Theater, já foi do Annihilator ), Jeff Waters influenciou milhares de bandas e guitarristas, como Alexi Laiho ( Children of Bodom ), Michael Ammont ( Arch Enemy ), Jeff Loomis ( ex Nevermore ), e o pessoal do Killswitch Engage , Lamb of God e Trivium. Que tal conhecer um pouco? Creio que você não vai se arrepender…

George Lynch: técnica e musicalidade no hard rock anos 80.

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    Aqui vai um caso à parte, no mundo da guitarra: George Lynch! Autodidata, que diz não visualizar a escala da guitarra, com os desenhos que nós mortais conhecemos, e tendo como influências Jimi Hendrix, Jeff Beck, Michael Schenker e Al Di Meola, Lynch veio no mesmo furacão musical capitaneado por Eddie Van Halen ( que também foi sua influência ), e Randy Roads ( tanto que quase entrou para banda do Ozzy, 2 vezes: antes do próprio Randy, e depois de sua morte ). Esse americano de 61 anos, que já foi classificado como # 47 na matéria “100 maiores guitarristas de todos os tempos” pela revista Guitar Word, criou parte dos melhores arranjos de guitarra dos anos 80, do chamado ”hard rock farofa”, junto de sua banda Dokken, e em sua carreira solo, com licks absurdamente técnicos, e melodias entrelaçadas, tudo envolto por um timbre marcante, e muito bom gosto. O que é notório, é sua habilidade em misturar técnicas equilibradas em seus solos, dosando ligados, palhetadas, tapping e melodias, tudo muito bem amarrado, fora riffs com aquele groove e swing hard rock, brincando com as vozes e inversões dos acordes. Muitos podem torcer o nariz, por ele ter feito parte de umas das grandes bandas de hard farofa dos anos 80, mas se Juninho Afram, Jerry Cantrell ( Alice in Chains ) e até Zakk Wylde, o elogiam, qualquer um que fale mal dele, provavelmente, não gosta de guitarra!

Richie Sambora: muito além de “Livin’ on a Prayer”

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    Só de falar Richie Sambora, e de imediato ter a associação com Bon Jovi, alguns ao lerem esse post, torcerão o nariz. Mas sua pegada blues rock, com certeza, foi um dos ingredientes fundamentais para o sucesso do Bon Jovi dos anos 80 e início dos anos 90, a fase mais vigorosa da banda, ajudando-a a ter mais punch, e menos glicose nas baladas. Dono de um grande feeling, Richie foi influenciado por Eric Clapton ( com o qual gravou junto já ), Jimmy Page, Joe Perry e principalmente, Stevie Ray Vaughan, aprendendo com os mesmos, a ter um fraseado direto, melódico e preciso. Salvo o preconceito até certo ponto correto contra o Bon Jovi ( ouvir algo deles de meados dos anos 90 para cá, é um exercício de tortura ), há grandes momentos guitarrísticos nos arranjos de Richie, provando o que sem querer, ao passear pelo facebook, vi o grande Marcelo Barbosa, guitarrista do Almah , publicar: ” Falem o que quiser, Richie Sambora é foda ”.

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Começo aqui, com essa bela canção, gravada com um de seus ídolos: Eric Clapton!

Trago aqui o hit homônimo, do último álbum inteiro bom dos caras, Keep the Faith, numa versão ao vivo. Note como com poucas notas, ritmo, e mudanças de oitavas, ele cria um solo, cheio de pegada.

E por falar em ao vivo, note essa daqui. Sim, eu sei, essa causa diabetes em qualquer um, mas antes de julgar, ouça o timbre bem diferente da gravação de estúdio, e solo improvisado muito mais carregado.

Entrando na área das porradas, olha só, o peso desse riff, e a pegada dele!

Aqui temos uma conhecida, em que ele chega a afinar em drop D, e que possui um solo cheio de pegada. Se conseguir, preste atenção ao riff bluesy do pré-refrão.

Essa aqui condensa bem o hard pop dos anos 80, e dá pra ver eles separando os instrumentos, e ao entrar a guitarra, você nota a diferença e belo arranjo. Obs: note a forma dos bends e vibratos, além da pronúncia, e me diz se não é blues pacas!

Essa, chega a causar estranheza, por não lembrar em nada o Bon Jovi atual, com riffs com harmônicos artificias, e uma base metal, que foi digamos, amenizada pelos teclados, típico dos anos 80. Note aqui a beleza do solo, que conta perfeitamente uma história.

E por falar em Steve Ray Vaughan, olha o visual dele nessa aqui, empunhando um violão, e mostrando que não está pra brincadeira. E cuidado pra não se assustar com a brutalidade que ele entra no solo.

Cara, uma música do Bon Jovi, de quase 10 minutos, já é de dar curiosidade, não?

Por fim, saca só como ele domina o blues, tocando em várias preciosidades, com a sua linda namorada Orianthi.

Neal Schon: muito além de “Don’t Stop Believin’ ”

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    Os sites de guitarra e revistas especializadas por vezes, destacam ( merecidamete, é claro ) os ”Satrianis” e ”Steve Vais” da vida, porém, acabam por não trazer ao conhecimento da juventude, e até mesmo à memória de alguns, grandes músicos, de importância gigante, como é o caso de Neal Schon. Com certeza você já ouviu sua guitarra, seja em canções de sua banda principal, o Journey, ou em tantos outros projetos e gravações que o mesmo participou. Dono de um fraseado roqueiro, com nuances blueseiras e técnica apurada, sabendo usar de velocidade quando necessário, Schon criou riffs e solos incríveis, em canções que alternavam entre o pop, AOR, hard rock e progressivo, tendo a honra de poder escolher com quem trabalhar, tendo apenas 15 anos: Carlos Santana ou Eric Clapton. Exato! Ele foi convidado pelos dois guitarristas para integrar a banda de apoio deles, tendo ele optado por tocar com Santana. Icônico, sendo um dos poucos músicos a terem coragem de colocar uma ponte floyd rose numa les paul Gibson, Neal Schon é dono de vibratos belos, e fraseado elegante e emotivo, que você pode conferir nessas canções abaixo. Foram todos esses fatores, que fizeram um tal de Zakk Wylde dizer uma vez em entrevista: ”Neal Schon quando toca, não está para brincadeira”.

522369_365152026909512_429593611_nkkkk Herick Sales é músico e professor de guitarra e violão a 11 anos.

John Norum: subestimado, porém genial!

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    Os anos 80, vieram com uma enxurrada de músicos competentes, que começaram a usar técnicas novas, e evolução dos equipamentos ao seu favor, e em prol da música, que mesmo sendo comercial algumas vezes, prezava pela qualidade junto disso, e John Norum, é um músico norueguês, que faz parte desse seleto grupo de guitarristas dos anos 80: técnico, porém com feeling, melódico, rápido muitas vezes, e com uma pegada muito pesada, advinda do seu amor pelo som do Gary Morre e Michael Schencker. Tendo feito parte do Europe até 1986, saiu da mesma, já de saco cheio da quantidade absurda de teclados que dominavam o som da banda, em detrimento das guitarras ( sim, ele já estava de saco cheio de ” The Final Countdown ” , e aquele solo bacana, é bem aquém do que ele é capaz… ). Assim, Norum começou sua carreira solo, com vários álbuns bons ( dentre eles, o ótimo Face The Truth, com ninguém menos que Glenn Hugles nos vocais ), e logo depois teve a chance de entrar na banda de Don Dokken, substituindo simplesmente outro mito que prometo abordar em breve: George Lynch. Recebeu também convite para substituir Michael Schencker, numa de suas bandas favoritas, o UFO. Nesse meio tempo, foi dedicando-se a sua carreira solo, e envenenando mais e mais seu som, até sua volta ao Europe em 2003. Porém, à partir daí, o Europe passou a soar diferente, colocando mais em evidência influências de Ufo, Led Zeppelin, e bandas mais modernas, como Velvet Revolver e Black Label Society, dando uma cara de ”nova” banda ao grupo.

    Note o estilo de riffs secos, com drive e distorção definidos, riffs setentistas, pitadas de blues, e principalmente, padrões velozes bem empregados, e a pegada absurda nos bends e vibratos. Te garanto que você pode sair com novas ideias depois disso!

Olha a velocidade dessa porra!!!!!!!!!!

E na volta com o Europe ( esqueça pop com teclados anos 80… )