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A experiência de ver o Children of Bodom ao vivo

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Foto: Vanderson Azevedo

    Dia 29/05/2016. Um domingo à noite. Circo Voador. O pessoal do Children of Bodom sobe ao palco, para promover seu mais recente álbum, o ótimo I Worship Chaos. Estava ansioso para ver toda a banda, e principalmente uma grande influência minha na guitarra: Alexi Laiho. Não vou me ater muito às músicas executadas, pois foram todas grandes canções executadas, dentre novas e clássicas. O que quero comentar aqui é grande entrosamento da banda. O Children pratica um tipo de som altamente pesado, um misto de death metal, com elementos melódicos e inclusão de outras influências como música erudita, metal clássico, e nuances de metal moderno até. E dentre isso, pude reparar o quanto absurdo é o baterista da banda, Jaska Raatikainen, como as linhas de baixo de Henkka Blacksmith são interessantes, não se limitando a fazer ”cabeça de nota”, como a guitarra base de Antti Wirman dá um suporte de peso aos voos guitarrísticos de Alexi Laiho, e como aquele lazarento do tecladista Janne Warman toca pra cassete, incluindo passagens eruditas, que dão ambientação e clima às canções. Já Alexi Laiho é um showman à parte: um híbrido de death metal, com postura hard rocker ( a diva joga o cabelo para o lado diversas vezes, e faz altas poses glam nos solos ), e não tem o que se reclamar: animou a galera, interagiu, e fez diversos duelos com o tecladista, dobrando frases, temas, improvisos, etc. Numa análise mais profunda, foi possível notar o uso extensivo de arpejos ( advindos de sua influência de Malmsteen ), e a maneira que cria/improvisa seus solos: há uma forma temática, em que cada trecho puxa o outro, criando uma história. Facilmente pude notar a influência de guitarristas como Jake E. Lee e Randy Roads nesse aspecto, além de alavancas bem radicais nos momentos certos, a lá Steve Vai.

     Por fim, ficou a satisfação de ter visto uma das grandes bandas de metal da atualidade, e com certeza, um dos grandes guitarristas da nossa geração, que conseguiu trazer do passado, elementos que deram frescor ao novo metal, e torço para que Alexi Laiho possa fazer o que seus ídolos fizeram no passado: influenciar jovens a sentirem vontade de empunhar uma guitarra, e estudá-la com dedicação.