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A guitarra e a caixa de ferramentas

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    “Herick, para tocar guitarra preciso saber fazer arpejo?”

    Essa foi a pergunta que recebi uma vez, de um rapaz que queria fazer aula. De certa forma, essa pergunta possui duas respostas: sim e não. Nunca vi o Zakk Wylde fazer mil arpejos um atrás do outro para fazer belos solos, da mesma forma que o Malmsteen faz direto, e nem por isso tudo que ele faz fica belo. Se você não souber fazer determinada técnica, ou não conhecer teoricamente algum elemento, você pode fazer boas canções e tocar bem? Óbvio que sim! Certa vez li uma entrevista do Stevie Ray Vaughan, na qual ele era questionado sobre como ele pensava em tais acordes em suas canções, e ele responde dizendo que não sabia muito sobre teoria, apenas fazia, e soava bem. Vai dizer que ele não compôs grandes canções e tocava bagarai? David Gilmour já disse em entrevista que foi aprender as escalas há pouco tempo, quando foi estudar sax. E mesmo assim ele compôs “Shine On You Crazy Diamond”, e possui uma afinação de bends que beira à perfeição. Então, o que é necessário afinal? Minha teoria é a da caixa de ferramentas. Imagine-se em casa, e algum aparelho solta uma peça, e você precisa apertar um parafuso. Usa-se uma chave de fenda. Se você precisa botar um quadro na parede? Usa-se um martelo e um prego, e por aí vai. O que quero dizer com isso? Cada situação musical requer uma abordagem. Uma música do Queen nunca precisou de uma sequencia enorme de palhetada alternada para soar bela e bem arranjada, mas nas músicas do Pantera esse elemento cai como uma luva, e é feito com maestria. O repertório desses músicos possui uma gama de técnicas e conhecimentos no qual eles os aplicam conforme suas necessidades. Então, vendo por esse ponto de vista, te convido a pensar assim: se numa situação de improviso, você quiser usar um padrão de ligados, eles soariam uniformes e limpos, com uma velocidade boa, que combine com o solo? Cada música há de dar a abertura necessária para aplicação dos conceitos que ela necessita para se desenvolver, então cabe a você pensar e ver o quanto realmente precisa e principalmente, quer dominar, para oferecer às suas canções ou a sua forma de tocar.

    Tudo o que você domina musicalmente há de ser acrescido à sua caixa de ferramentas musical, indo desde acordes, escalas, técnicas de execução, etc. Então eu pergunto: como anda a sua caixa de ferramentas?

Jerry Cantrell: o gênio minimalista

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     O David Gilmor do metal. Desde sempre foi a sensação que tive ao ouvir o som acachapante de Jerry, do Alice in Chains. Meu primeiro contato foi com o álbum Dirt, que fui ouvir com certo preconceito até ( afinal, era uma banda de grunge, que possui o esteriótipo de música simples demais, ou até mesmo mal tocada ). Mas tal qual não foi minha surpresa, ao ouvir as duas primeiras porradas que abrem o álbum: Them Bones.e  Dam That River. Com o passar do álbum ouvi riffs absurdamente pesados, compassos 7/8 ( oi? grunge? ), e solos melódicos com muita pegada, que me fizeram pensar que ele seria a união do Tony Iommi com David Gimour. Diferentemente dos seus companheiros de Seattle, o Alice in Chains possui um apuro melódico e senso de composição expostos em canções acústicas com influência country e folk, até às mais pesadas, que faz a ideia de que grunge é mal tocado, cair por terra. Aliás, o Alice possui sim elementos do movimento, como a melancolia nos vocais, mas seus temas são mais contemplativos, possuem harmonizações vocais complexas feitas por Jerry e o finado Layne Staley, com influências de cantos gregorianos, e uma base corpulenta com afinações muitas vezes baixas, com influência de Sabbath, e até mesmo afinação dropada, com guitarra meio tom abaixo, e o bordão descendo 1 1/2 tom, algo que Eddie Van Halen faz em Unchained, e Zakk Wylde passou a fazer à partir do álbum No More Tears, por exemplo. Aliás, o Alice já abriu shows do Van Halen e Jerry já arrancou elogios de músicos como Kerry King, Dimmebag Darrel e o próprio Zakk.

    Por fim, trago aqui alguns exemplos do porque eu considerar Jerry Cantrell um dos últimos gênios da guitarra a terem destaque numa geração em que cada vez mais, a música fica menos orgânica.

Cadê o grunge dessa porra?

Veja com essa canção soa o tempo todo: arrastada de maneira a quase sair do tempo…

OBS: Olha esse arranjo de guitarra e o solo!

Ué…Extreme?

Pqp!

Acho que eles andaram ouvindo Eletric Funeral, do Sabbath, na hora de compor essa…

Choremos…

Essa leveza ao vivo…

Esse riff é agonizante!!! Apenas 2 notas e bends.

Essa música é incrível, no arranjo como um todo, sem contar o super arranque pesado do meio.

Fecho com 2 do álbum The Devil Put Dinosaurs Here, que na minha opinião, é uma obra-prima dos últimos anos, produzido por Nick Raskulinecz, mesmo produtor dos últimos discos do…Rush!

Preste atenção no peso absurdo desse riff, e a quantidade de camadas gravadas, afim de dar peso e corpo.

Fecho com essa mais melancólica, que possui um dos solos mais belos de Jerry!

 

 

O que é tocar mais do que alguém?

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    Há anos atrás, estava eu numa sala de aula, junto de outro professor conversando sobre guitarristas, e trocando influências e conhecimentos. Entra um aluno e ouve nosso papo, em que Brian May ( Queen ) e Eddie Van Halen eram citados. Então o rapaz solta a pérola: ”Ah…mas eles tocavam bem na época deles. Hoje tem gente muito melhor”. Lembro-me até hoje da cara de espanto do outro professor, que tinha uma formação mais jazz, e tinha escutado coisas do Eddie Van Halen e ficado impressionado. Esse tipo de pensamento é razoavelmente comum num período do aprendizado, quando você contabiliza qualidade instrumental através da quantidade de sextinas e arpejos executados pelo guitarrista. Mas acho esse um fator que separa os meninos dos homens, os guitarristas dos garotos com uma guitarra pendurada no pescoço. Minha cabeça automaticamente volta à imagem de capa do álbum A Night At The Opera, do Queen, e suas músicas incríveis que foram compostas em 1975.

A Night At The Opera

    Um álbum que contém músicas como ”The Prophet’s Song”, e ”Bohemian Rhapsody”. Acredito que isso resume. Eu não teria capacidade de compor isso hoje com toda a informação existente. Nem você. Desculpe a franqueza. Obviamente, nada impede de você compor suas canções, e que elas sejam tão boas como um clássico desses, mas entenda uma coisa: essas canções foram feitas como grandes composições. Letras, harmonias vocais, acordes, encadeamentos harmônicos, timbres, dinâmicas, solos e com um frescor incrível para a época.

    Digo o mesmo quanto ao Eddie Van Halen! E meu caro amigo, há poucas semanas fiz um evento com meus alunos, e tive 2 semanas para estudar e aprender ”Hot for Teacher”, e o que tenho a dizer é: caralho, que coça eu tomei! A base ritmicamente chata de manter, dinâmicas, e mesmo com ar de improviso, seu solo possui cada frase milimetricamente no seu lugar. Sempre defendi o fato que Eddie toca com facilidade desumana, e sempre abaixo da sua capacidade. Opa, como é que é? Exato. Meu amigo, veja esse vídeo:

    Agora me diz se esse corno, tocando com essa facilidade, não toca com o pé nas costas essas tranqueiras. Agora imagina no dia que ele falar: ”Vou tocar tudo que eu sei, seus merdas”. Mas o pior não reside nem nisso: reside no fato de que ele criou muita, mas muita coisa, e pra variar, o que ele não criou, ele reinventou. Basta ouvir Eruption, gravada em 1978, que junto do álbum Van Halen I , soa como se tivesse sido gravado semana passada, e ainda apavora guitarristicamente falando.

    Então, quando você ver alguém que pensa assim, lembre-se que pegar o carro pronto e virar a chave é uma coisa, criar as rodas, antes mesmo do próprio carro, é outra completamente diferente.

E mais um festival…

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    Preciso confessar: nunca imaginei que algo tão sem pretensões, que começou com poucas pessoas, num ambiente de aula e com cara de festinha, tornaria-se um evento de grande porte, e numa lona cultural, mais especificamente na Areninha Carioca HermetoPascoal. Todos nós já quisemos desistir dos sonhos, abandonar tudo, ou achamos que não ia valer à pena. Mas o trabalho contínuo e perseverança mostraram o contrário. Um evento de guitarras, e apenas assim, conseguiu colocar um público de 200 pessoas num sábado, numa lona cultural. Em plena zona oeste do Rio de Janeiro, onde sejamos francos, impera estilos musicais que em nada têm a ver com guitarra. Alunos de diversos níveis provaram que a música não é competição, e que cada um é capaz de narrar uma história musical através de estudo e empenho, e com o tema ”Tributo aos anos 80”, conseguimos mostrar a um público, clássicos dessa década. Foi incrível ver famílias inteiras com crianças prestando atenção e vibrando ouvindo Judas Priest, Queen, Europe, AC/DC, Michael Jackson, etc, e algo que é tão raro atualmente: pessoas de verdade, em cima do palco, tocando bem uma guitarra, e permitindo esse contato para algumas pessoas que talvez nunca tenham visto isso de tão perto. 13754449_1087207428020446_6900056444430566523_n

    Eu ainda acredito sim, que a música e a cultura, são agentes capazes de transformar vidas, e agradeço a cada aluno que esteve lá presente se apresentando, e podem ter certeza: vocês foram agentes de mudança na cabeça de algumas pessoas que estavam lá.

Herick Sales Guitar Festival na Areninha Hermeto Pascoal

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    É com grande prazer, que comunico essa notícia: um grande festival de guitarras, com grandes guitarristas da região, de vários níveis, estarão juntos numa grande jam guitarrística na Areninha Hermeto Pascoal! Será dia 16 de julho,às 16h, e com entrada franca! Venha participar desse grande tributo aos anos 80, com grandes interpretações de clássicos dos anos 80. Van Halen, Scorpions, Whitesnake, Ratt, Rush, Judas Priest e muito mais, nessa festa da guitarra! Eu, Herick Sales, e a Areninha Carioca Hermeto Pascoal, esperamos vocês!

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A experiência de ver o Children of Bodom ao vivo

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Foto: Vanderson Azevedo

    Dia 29/05/2016. Um domingo à noite. Circo Voador. O pessoal do Children of Bodom sobe ao palco, para promover seu mais recente álbum, o ótimo I Worship Chaos. Estava ansioso para ver toda a banda, e principalmente uma grande influência minha na guitarra: Alexi Laiho. Não vou me ater muito às músicas executadas, pois foram todas grandes canções executadas, dentre novas e clássicas. O que quero comentar aqui é grande entrosamento da banda. O Children pratica um tipo de som altamente pesado, um misto de death metal, com elementos melódicos e inclusão de outras influências como música erudita, metal clássico, e nuances de metal moderno até. E dentre isso, pude reparar o quanto absurdo é o baterista da banda, Jaska Raatikainen, como as linhas de baixo de Henkka Blacksmith são interessantes, não se limitando a fazer ”cabeça de nota”, como a guitarra base de Antti Wirman dá um suporte de peso aos voos guitarrísticos de Alexi Laiho, e como aquele lazarento do tecladista Janne Warman toca pra cassete, incluindo passagens eruditas, que dão ambientação e clima às canções. Já Alexi Laiho é um showman à parte: um híbrido de death metal, com postura hard rocker ( a diva joga o cabelo para o lado diversas vezes, e faz altas poses glam nos solos ), e não tem o que se reclamar: animou a galera, interagiu, e fez diversos duelos com o tecladista, dobrando frases, temas, improvisos, etc. Numa análise mais profunda, foi possível notar o uso extensivo de arpejos ( advindos de sua influência de Malmsteen ), e a maneira que cria/improvisa seus solos: há uma forma temática, em que cada trecho puxa o outro, criando uma história. Facilmente pude notar a influência de guitarristas como Jake E. Lee e Randy Roads nesse aspecto, além de alavancas bem radicais nos momentos certos, a lá Steve Vai.

     Por fim, ficou a satisfação de ter visto uma das grandes bandas de metal da atualidade, e com certeza, um dos grandes guitarristas da nossa geração, que conseguiu trazer do passado, elementos que deram frescor ao novo metal, e torço para que Alexi Laiho possa fazer o que seus ídolos fizeram no passado: influenciar jovens a sentirem vontade de empunhar uma guitarra, e estudá-la com dedicação.

O lado bom de Yngwie Malmsteen

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    Esse cara pra lá de mala, foi influenciado pela pela música barroca de Bach e Vivaldi, e pelas guitarras poderosas de Hendrix e Ritchie Blackmore, ajudando com essa mistura, a criar o que veio a ser conhecido como metal neoclássico. Influenciou tanta, mas tanta gente, que fica difícil enumerar: Kiko Loureiro, Edu Ardanuy, Paul Gilbert, John Norum, Guthrie Govan, Roland Grapow, e mais uma caralhada, além de arrancar elogios de músicos como Satriani, Steve Vai, Zakk Wylde e Slash. Então, com isso tudo, como pode o cara só ter feito música merda? Não é possível! Então, em uma pequena pesquisada em seus primeiros álbuns, não torna-se difícil achar ótimos, e quase sublimes momentos em sua carreira, com músicas potentes, solos que não soam repetitivos, boas composições, e feeling! Não deixe de notar 2 qualidades absurdas em seu estilo: clareza das notas, e bends/ vibratos perfeitos.

Essa, é do seu clássico primeiro álbum, o mais citado de todos, que chocou o mundo em 1984:

Essa é uma das mais legais dele, que conta com o poderoso vocal de Joe Lynn Turner, ex Rainbow, provando mais uma vez sua admiração pela obra de Richie Blackmore.

Do mesmo álbum, que tal essa, com bela melodia de refrão e peso?

Essa foi a primeira música que ouvi dele, e me impressionou, muito pelo groove ( sim, groove ), fluidez, e peso. É notória a influência funky de Hendrix:

Essa daqui calcada no blues, revela um hard rock potente e agradável de ouvir, e mostra um grande momento em que Malmsteen trabalhou para a canção:

Essa aqui possui uma bela pegada inicial, vocal potente, e um solo bem rocker!

Meu amigo, essa é uma das melhores: sente o groove ( sim, estranho falar isso do Mamsteen, né? ), chegando a ser sexy:

Essa possui uma sutileza melódica, quase pop, que chega a soar estranha vinda do Malmsteen:

Por fim, deixo esse cover de Red House do Hendrix, pra lá de legal e com o próprio cantando, soando bem mais legal do que sua performance no G3 ao abordar Hendrix.

 

 

 

 

Tirando o freio da mão!

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     Há um trabalho bem chato, até que a pessoa possa alcançar a velocidade que almeja, e não falo tocar rápido como exibicionismo. Grandes músicas exigem velocidade, seja em solos, ou em bases. Vou dar um exemplo de um clássico aqui:

     Viu só? O problema quanto à velocidade aqui, reside na base, hiper precisa e rápida! Já reparou nos riffs do tio James Hetfield, muito rápidos e precisos, que geralmente permeiam mais da metade de um show do Metallica? Imagina tocar assim, por 2 horas seguidas, fazendo força. Ele tem 52 anos, a idade veio chegando, e ele toca na mesma velocidade. Você não acha que se ele forçasse exageradamente, ele estaria tocando até hoje sem nenhum tipo de problema muscular? Fazendo um comparativo, lembram do Jeff Hanneman , do Slayer? Ele juntamente do Slayer fundamentou um estilo de thrash hiper violento, a ponto de influenciar o death metal, e merece total crédito por isso. Vou apenas atentar à parte técnica, ok? Ele sofreu aquela picada de aranha no braço, e até tentou ensaiar com o Slayer e voltar a tocar, mas não aguentava executar as músicas na velocidade certa. Veja só o quanto de movimento que ele faz ao tocar, dando a sensação que há um certo excesso de força e movimento. Repito, não estou desmerecendo o músico! Ele aprendeu assim, e dessa forma se acostumou, mas será que se ele tocasse com uma postura mais relaxada, ele teria tido menos dificuldade e teria voltado?

    Então, deixo aqui essa dica: toque o mais relaxado possível, e com o mínimo de esforço/movimento. Não adianta forçar, pra ter mais uns pontos de velocidade no bpm. Na verdade, além de vício e dores, você só vai empacar nisso. O relaxamento que você tem ao fazer um exercício em 60 bpm, tem que ser praticamente o mesmo, ao fazê-lo em 140, por exemplo.

Bons estudos!

Treinando ideias da pentatônica hard. #hericksalesguitar #pentatonica #pentatonicahard #aulas #guitarra

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Otimize seu estudo, e treine certo!

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    Como vez por outra, vejo gente falando da forma que estuda, e sempre fica capengando em certa técnica, tendo ainda dificuldade de organização para otimizar tais estudos, vou dar umas dicas pessoais, e espero ajudar um pouco:

  1. Conteúdo a ser estudado: Eu trabalho passando exercícios que variam de escalas ( de forma horizontal e verticalmente ), técnicas sobre a mesma ( bend, vibrato, palhetada, ligados, tapping, etc ), improvisação, músicas, etc. Então chego com uma folha com 5 exercícios por exemplo: numa aula consigo passar 3, ele treina loucamente esses, e na semana seguinte, passo os outros 2, aí ele treina só esses, e caga a evolução dos outros 3. Se você evoluiu bem nos 3 primeiros, e pegou 2 novos, diminua o tempo de treino dos 3 primeiros, e faça mais os outros  2, porém não abandone os antigos!
  2. Estudo de técnicas: Vejo casos assim: o aluno está treinando palhetada. Faz isso segunda e terça. Aí ele vai estudar uma música que requer ligados, e o que ele faz? Estuda só isso o resto da semana, e dias depois, quando vai fazer algo mais palhetado, sai tropeçando na porra toda. Não faça isso! Busque evoluir tudo por igual. Se você tem o material com os exercícios, é muito melhor você estudar cada exemplo 5 minutos por dia, e fazê-los evoluir por igual, do que estudar um exemplo uns 3 dias direto, outro exemplo mais 3 dias, etc. No fim, os primeiros ficarão quase como se você nunca tivessem sido treinados. Pense numa atividade física, e diga quem é mais saudável: o cara que faz uma caminhada de 30 minutos todo dia, ou o que faz 4h de exercício na academia, 2x por semana?
  3. Metrônomo: chega de ter medo dele, igual paciente no dentista! Ele serve para te ajudar a tocar no ritmo certo, e otimizar sua evolução, mas há um erro corriqueiro, no que tange o aumento dos BPMs: muita gente faz um exemplo, lick, frase, num tempo ( ex: 80 bpm ). Aí na hora de aumentar, dá um salto muito grande ( ex: 90 bpm ). Isso faz com que sua musculatura sinta bem esse aumento, e não é a melhor forma. Aumente de 2 em 2, se possível, de 1 em 1! Sim, vai demorar mais tempo, mas com isso, sua musculatura não vai sentir o aumento, cansará menos, e você conseguirá avançar bem mais na precisão e velocidade. É como se ”trapaceasse”: o intuito não é velocidade? Então, você estuda tudo muito devagar, e subindo de pouquinho em pouquinho, para ”enganá-la” e depois…

Bom treino!

 

 

 

 

 

Hoje é dia do guitarrista!!!

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    Tocar guitarra, sexo e chocolate, devem ser as coisas mais tesudas da vida. E ser guitarrista, é um ingresso para externalizar sentimentos: dor, raiva, paixão, tranquilidade… você pode fazer música com mais melodia, ou dotada de mais ritmo, e até com 3 notas e batidas percussivas você pode musicar algo. É ALGO INCRÍVEL! De dentro de si, podem sair paisagens incríveis em forma de notas. Acredito que seja um dos melhores trabalhos do mundo, e uma das melhores diversões também. Você pode tocar guitarra clean com dedilhados, fazer uma base simples de acordes, algo intrincado de jazz, tocar com som levemente distorcido numa onda blues, ou encher de distorção e tocar em drop D. Você pode ser direto, ou rebuscado. Usar mil efeitos, ou plugar direto no amplificador. Ser guitarrista é ficar ”preso” numa cadeira estudando, mas ter a mente e o coração livres para experimentar e sentir, algo que transborda mais ainda no palco. Seja Hendrix, Scott Henderson, Kurt Cobain, ou um jovem garoto: ambos podem sentir a mesma sensação de euforia com uma guitarras em mãos, e essa é a beleza! Tocar com os amigos, ou no quarto, sobre seus discos favoritos…seja lá como, poder exercer esse ato, é um dom de Deus, uma benção. E que nunca desonremos isso!

     E para fechar, deixo a frase da madrinha de um aluno, proferida ontem: ”Enquanto um jovem estiver com uma guitarra nas mãos, ele fica afastado das drogas” Parabéns para nós!