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Herick Sales Guitar Festival na Areninha Hermeto Pascoal

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    É com grande prazer, que comunico essa notícia: um grande festival de guitarras, com grandes guitarristas da região, de vários níveis, estarão juntos numa grande jam guitarrística na Areninha Hermeto Pascoal! Será dia 16 de julho,às 16h, e com entrada franca! Venha participar desse grande tributo aos anos 80, com grandes interpretações de clássicos dos anos 80. Van Halen, Scorpions, Whitesnake, Ratt, Rush, Judas Priest e muito mais, nessa festa da guitarra! Eu, Herick Sales, e a Areninha Carioca Hermeto Pascoal, esperamos vocês!

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Exercício de palhetada alternada para mão direita ( vídeo aula 1 )

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    Fala aí, pessoal! Trago aqui o exercício da primeira parte da vídeo aula ”Palhetada Alternada – O conceito” .

    É um exercício simples de cordas soltas, com foco na mão da palhetada! O primeiro exemplo é em colcheia ( 2 notas por tempo ), o segundo em tercina ( 3 notas por tempo ), e o último em semicolcheia ( 4 notas por tempo ).

Obs: mantenha sempre a palhetada alternada, mesmo no exercício de tercina, onde há uma tendência de se fazer sweep. Abraços!

Palhetada alternada ( básico )

Palhetada alternada ( básico ) certo

Hoje é dia do guitarrista!!!

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    Tocar guitarra, sexo e chocolate, devem ser as coisas mais tesudas da vida. E ser guitarrista, é um ingresso para externalizar sentimentos: dor, raiva, paixão, tranquilidade… você pode fazer música com mais melodia, ou dotada de mais ritmo, e até com 3 notas e batidas percussivas você pode musicar algo. É ALGO INCRÍVEL! De dentro de si, podem sair paisagens incríveis em forma de notas. Acredito que seja um dos melhores trabalhos do mundo, e uma das melhores diversões também. Você pode tocar guitarra clean com dedilhados, fazer uma base simples de acordes, algo intrincado de jazz, tocar com som levemente distorcido numa onda blues, ou encher de distorção e tocar em drop D. Você pode ser direto, ou rebuscado. Usar mil efeitos, ou plugar direto no amplificador. Ser guitarrista é ficar ”preso” numa cadeira estudando, mas ter a mente e o coração livres para experimentar e sentir, algo que transborda mais ainda no palco. Seja Hendrix, Scott Henderson, Kurt Cobain, ou um jovem garoto: ambos podem sentir a mesma sensação de euforia com uma guitarras em mãos, e essa é a beleza! Tocar com os amigos, ou no quarto, sobre seus discos favoritos…seja lá como, poder exercer esse ato, é um dom de Deus, uma benção. E que nunca desonremos isso!

     E para fechar, deixo a frase da madrinha de um aluno, proferida ontem: ”Enquanto um jovem estiver com uma guitarra nas mãos, ele fica afastado das drogas” Parabéns para nós!

Finalmente, o ano começou…

    Não vim aqui falar mal do Brasil, esse país que só começa depois do carnaval. Vim aqui salientar, que agora, todas as desculpas para si mesmo acabaram. Já é passada mais de uma semana do fim do carnaval, e a vida voltando ao normal: ruas cheias de pessoas indo e vindo, resolvendo e criando problemas, jovens com uniformes escolares indo pra lá e pra cá, num balé por vezes desafinado, que vai no ritmo do estresse. Mas agora que o ano começou de vez, quais seus planos para você? E para seus sonhos? O que você espera para si nesse ano, musicalmente falando? Todos os afazeres vão querer te engolir sempre, e sussurrar em seus ouvido, para deixar para depois. A mente a mil, o corpo exausto, compromissos, mas… e você? E seu dom? Esse ano pode ou não ser um ano de avanços musicais e realizações? Uma guitarra nova, pedais, pedaleira, um bom amplificador, fazer aulas, criar uma rotina de estudos, tentar fazer uma banda, seja lá qual seja sua vontade, o agora é a hora. Se ano passado você deixou isso meio de lado, ok. Já foi. O tempo não volta. Porém, o tempo que virá continuará a passar, você fazendo algo ou não. gibson_les_paul_top_view

     Que mais uma vez, esse ano ”brasileiro” que se iniciou, seja uma folha em branco, no qual você possa escrever o que quiser, da forma que achar melhor, e que as cores da música, possam colorir essa sua folha em branco, bem mais do que antes.

Diário de um músico: ‘’Um passeio pela historia da guitarra’’

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Os sorrisos já falam por si…

 

 Workshop – ‘’Um passeio pela historia da guitarra’’

 

    Só pelo nome, nota-se o tamanho da responsabilidade: sintetizar em 2h, a história da guitarra, com peculiaridades de forma que agrade quem já conhece, toca, e quem é leigo. Mostrar desde o começo do blues, o estilo e peculiaridades, e como influenciou tudo que veio em seguida. Citar Robert Johnson, Elmore James e T- Bone Walker, e o quanto tais nomes, mesmo não tão conhecidos atualmente, foram vitais para a existência de diversos conceitos. Organizar slides, ensaiar exaustivamente várias partes, ideias a serem apresentadas, sem perder um ar de improviso, sem ficar mecânico em demasia. De brinde, no susto, a primeira ‘’apresentação’’ da minha banda, já que o combinado era tocar apenas 2 músicas, porém, o resultado e animação foi tamanha, que tudo transcorreu de forma a tocarmos as 2 horas de workshop. Um pequeno ensaio de 2 horas, e torcida para que a química funcionasse foram essenciais, e de fato, gerou resultados incríveis! Nada mais divertido do que começar tocando “Everyday I Have the Blues’’, e improvisar sobre a canção, dando boas vindas ao público, e trazendo aquele clima do que há por vir a todos. A primeira parte contou com conceitos básicos, porém importantes da guitarra, como bends e vibratos, e diferentes fraseados de blues. Brincadeiras tocando Deep Purple e Rolling Stones, sem ensaio nenhum, trouxe um ar de jam session e diversão entre amigos.  A parte mais difícil, foi tocar um blues em ‘’E7’’, e sobre isso, apresentar os estilos de fraseado, em ordem cronológica, de B.B. King, Peter Green, Eric Clapton, Jeff Beck, Duanne Allman, Stevie Ray Vaughan, Gary Moore e Joe Bonamassa. Os anos escutando cada um deles ajudaram a tornar essa tarefa menos difícil, já que ninguém soará igual a eles.

    Sorrisos, elogios, dão a certeza de que tudo deu certo na primeira parte. Abrir o bloco final, tendo que responder a pergunta de ‘’como se faz para tocar bem’’, é um pouco embaraçoso, confesso. Não há muito que se explicar, cada um encontra seu caminho, mas nele, sempre encontra-se a dedicação e paixão pelo que faz. A mesma linda de blues, agora em outro tom, e com mais acordes, dão a deixa, para mostrar rapidamente como transpor tal universo para o jazz e country, antes de cair para o outro extremo: executar a mesma base mais rápida, e com tapping, prestanto um leve tributo ao mestre Eddie Van Halen. Sem ensaio quase, ouvir a bateria ‘’comendo no bumbo duplo’’, no meio do solo, traz uma sensação de que está dando tudo certo. Uma base flamenca, melodias do Metallica, choro e baião, exigiram muito ensaio meu, para executar tudo um seguido do outro, com basicamente os mesmo acordes, tudo para mostrar que conhecer o braço da guitarra é importante. Um blues lento em tom menor, a transposição disso para um funk fusion, inserindo mais melodias, e uma parte inusitada: uma versão instrumental de ‘’Nos Galhos Secos’’ ( isso, a do vídeo que ficou famoso! ), exemplificando de uma vez por todas, que quanto mais se conhece, mais se pode ‘’brincar’’ com as músicas. Por fim, uma homenagem descarada ao mestre Hendrix, com a clássica Foxy Lady, e uma chuva de improvisos de toda a banda.

    Não há nada mais divertido do que sentir a química entre músicos ao vivo, e poder trabalhar com a música. Se uma pessoa apenas, saiu desse dia de forma diferente, vendo a música com outros olhos, tenho pra mim que a missão foi cumprida, pois se cada ser humano se preocupasse em fazer bem a uma pessoa que seja, o mundo seria bem melhor. Pelos sorrisos da foto, é possível ver os efeitos da música em cada um de nós.

Blues para todos nós…

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    Novamente um amontoado de coisas, mesmo organizadas, perto de mais um compromisso, fazem sua presença em forma de um frio na barriga. Dentre mais uma semana de aulas, visualizei alunos evoluindo bem, tanto na visualização de escalas pelo braço, e começando a improvisar melhor com as mesmas, mais uma constante foi notada em muitos: palhetada alternada, e a forma como cada um se posiciona fisicamente, perante o instrumento. Alguns alunos seguravam a palheta de uma forma a travar completamente a palheta entre os dedos, dificultando assim, tocar com mais leveza, e certas vezes, posicionando a mão, de forma um pouco diferente, que possuía muito mais chances de atrapalhar, do que ajudar. Tocar um instrumento, é relaxar para a vida, se divertir, e trazer paz para si. Não é para ser dotado de esforço, ou força desnecessária. Cada técnica vai demandar mais ou menos força, mas saber a forma mais tranquila de executar cada uma, é um dos detalhes mais importantes, para desenvolver-se bem no instrumento.  Acaba que cabe um pouco ao professor, fazer um certo trabalho de observador também, vendo o aluno tocar, de forma natural, certas vezes sem que o próprio repare, e fazer um trabalho de formiguinha, tentando achar pequenos detalhes, que podem estar dificultando o aprendizado.

    Junto disso, a cabeça a mil, com detalhes de um workshop a serem resolvidos: slides com fotos dos músicos citados, tópicos a serem falados, e estudo de cada tema a ser executado, da melhor forma possível, apresentando detalhes da história da guitarra, e de um gênero tão rico como o blues, com todas as vertentes que ele originou, em apenas 2 horas. Linkar o mundo de Robert Johnson, com o de Stevie Ray Vaughan e o de Joe Bonamassa, e o que isso tem a ver com Eddie Van Halen e Paul Gilbert. O que teria a ver isso, com country, ou com jazz? A responsabilidade de apresentar a muitos seus pontos de vista, informações valiosas, sem soar chato, e conquistar novos olhares para a música, seja para estudar mais e buscar melhorar, seja para se interessar a começar a tocar, ou apenas, trazer um pouco mais de conteúdo ao paladar musical de cada um, trocando informações, ouvindo o que cada um tem a dizer. Afinal, música é uma das mais belas trocas que um ser humano pode fazer para com o outro.

Diário de um músico: Dedicação, foco e excelência

Rory-Gallagher

Rory Gallagher: exemplo de paixão e comprometimento com a música

    Um fator que sempre bato na tecla com meus alunos, e até comigo mesmo. O quanto você realmente se entrega à sua profissão? De corpo e alma? Desânimo, doenças, tristezas, baixa autoestima, milhares e milhares de fatores contra a excelência nas suas atividades e trabalho. Mas seja qual for a atividade desenvolvida, para ser com muita qualidade, é preciso empenho, e uma dose de entrega. Diria até mais: paixão. Paixão pelo que se faz. Quantas e quantas pessoas estão atrás de mesas com papéis, ou em outras funções, talvez até muito bem aceitas socialmente, mas são infelizes? Isso muitas vezes, resulta em tarefas executadas corretamente até, mas sem um elemento que traga diferencial, que faça com quem você esteja trabalhando solte um ‘’UAU!’’, pela qualidade do seu trabalho. Dado esse ponto de vista, há necessidade de salientar que, só faz extremante bem feito, quem conhece, quem busca melhorar cada vez mais seus conhecimentos e suas habilidades.  Logo a dedicação e o traçado correto de um objetivo, de sua meta, e como chegar nesse lugar chamado excelência, traz a diferença. Saber onde empregar sua paixão, não frustrá-la, guardando-a num baú trancado, e jogar sua força nisso, de corpo e alma, com dedicação e organização. Esse fator faz a diferença, seja qual for a área. Seja lá o Pelé, Bill Gates ou Eddie Van Halen, todos se entregaram de corpo e alma às suas profissões, tarefas, e souberam onde empregar suas energias. Já vi muitos alunos com determinação, força de vontade, mas que em casa na hora de estudar, perdem o foco e começam a tocar coisas a esmo, repetindo o que sempre já tocaram, e com isso, começam a acreditar que não possuem capacidade avançar. Buscar orientar cada um deles, mostrar os caminhos mais assertivos em busca de um objetivo maior. E não há nem um tom de superioridade em minhas palavras, pois estou nessa mesma busca até hoje, e passo pelas mesmas mazelas que desanimam e atrapalham a qualquer um, e deparo-me com situações complexas de resolver, como por exemplo, marcações de aulas somadas no mesmo dia, totalizando com 12 alunos no mesmo dia, entre idas e vindas do blues rock de Rory Gallagher, que tocava nas caixas de som, entre uma aula e outra. Mas a dedicação e paixão por tudo superam, e anos estudando assuntos sobre determinada área, conseguem fazer você direcionar melhor como organizar cada detalhe da melhor forma possível, afim de que todos saiam com a sensação de que valeu sair de casa, para ter mais uma aula.

    Para fechar, costumo dizer que todo professor possui uma pitada de psicólogo, ainda mais sendo professor de música, que possui uma afinidade muito maior para com o aluno, afinal mexe-se com sonhos e com a sensibilidade do mesmo,e ouço desde histórias hilárias, até medos e desabafos. Orientar como fazer, pautado na experiência já vivida, ou em opiniões saudáveis, mostrando onde direcionar mais sua força, contribui tanto quanto uma escala, um acorde, ou uma música ensinada, para que dentro dos seus limites, todos busquem a excelência. Como diria o jornalista Malcolm Gladwell, escritor do livro Outliers: The Story of Success, para se destacar em determinada tarefa, são necessárias 10 mil horas de trabalho árduo, citando como por exemplo, os Beatles , que ficaram em Hamburgo trabalhando por 18 meses e tocando 5 horas por noite para aperfeiçoarem sua técnica e trabalho em grupo, e que resume de forma simples como mesclar bem o foco, a paixão, e como obter sucesso na sua tarefa:

  1. a) Faça trabalho que tenha significado e seja inspirador para si;
  2. b) trabalhe arduamente;
  3. c) lembre-se que a recompensa merecida depende do esforço que fizer para alcançá-la.

Diário de um músico: marketing final

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Suas mãos: seu marketing final

Diário de um músico:

      Semana menos cheia que o normal. Alunos com problemas, dentre eles até de saúde, e inclusive, um resfriado de minha parte, para deixar certas tarefas mais arrastadas. Saber vencer o desânimo em prol de um trabalho bem feito é necessário. Superar a preguiça, o cansaço físico e mal estar, e continuar mantendo o máximo possível, o mesmo nível de dedicação, treinos, e não deixar cair o nível das aulas da semana. Em meio a isso, criar algumas estratégias de propaganda, como forma de divulgar o trabalho e conteúdos que atraiam visitas e futuros alunos, clientes, que precisam ver você ativo e presente, afinal, quem não é visto, não pode ser lembrado. Criar alguns estudos, que possibilitem suprir a demanda de alguns alunos: solar, usando a escala natural, mas de forma coesa e sem ‘’engasgar’’, sem deixar de lado, a visualização da harmonia em questão. É necessário dosar o conteúdo, aos poucos, para uma assimilação concreta do conteúdo, sem ficar algo largado na cara dos mesmos, e não absorvido. Faze-los também, trabalhar em conjunto, ainda mais, quando eles interagem em bandas, etc. Fazê-los não somente mecanizar um padrão, mas tentar direcionar o caminho, e fazê-los raciocinar, e entenderem os porquês de diversos elementos (o porquê dessa nota em tal acorde, o porquê de tal nota não soar bem, etc), mas mostrar na linguagem mais acessível possível, esmiuçando detalhes, sem ser pragmático ao extremo, como se fosse dono da verdade absoluta.

    Não esquecendo também, que o um dia é munido de diversas outras tarefas, dentre elas, os preparos do workshop. Delinear conteúdos, encontrar assuntos, e se questionar quais seriam mais interessantes ao público, que mescla alunos, pessoas já inseridas na linguagem musical, e leigos que apenas admiram. Achar a linha tênue entre os elementos, e fazer do seu trabalho apresentado, uma grande e forte propaganda, que fica na mente das pessoas como uma lembrança bem guardada, uma melodia, um momento de despertar de sensações. Criar satisfação perante o evento esperado, pois o maior marketing/final de tudo, está em suas mãos e em como você trata à música, para ser degustada por cada paladar.

All Along the Watchtower – Jimi Hendrix

Uma música, várias histórias…

 

 

    A música All Along the Watchtower, na verdade, é composição de Bob Dylan, que foi gravada 6 meses antes da versão feita por Hendrix, no álbum Electric Ladyland, de 68. O produtor e engenheiro de som Andy Johns , que viria a trabalhar também com  Led Zeppelin e Eric Johnson,  registrou a canção numa tarde de domingo, quando Hendrix chegou com um disco de Bob Dylan dizendo que queria regravar tal canção. O músico Dave Manson, disse que precisava de um violão de 12 cordas. Johns, possuía um, que foi tocado pelos Rolling Stones em gravações, e foi busca-lo em seu apartamento, mas como não tinha pago o aluguel, teve pegar o violão, escalar a janela do banheiro e desceu pela calha, para que o proprietário não o visse.

    A música foi gravada várias vezes, e a versão que sai no álbum, não é a favorita do produtor, mas Bob Dylan, ao ouvir a versão, gostou tanto, que passou a tocá-la dessa forma desde a morte de Hendrix, como forma de homenageá-lo. A versão de Hendrix, tornou-se clássica, sendo considerada pela Guitar World, o 5° melhor solo de guitarra, de uma lista de 100 maiores solos, e já foi considerada pela Total Guitar ( revista de guitarra mais vendida da Europa ),  como melhor cover da história.

Santana – Guitar Heaven: The Greatest Guitar Classics of All Time

Muro do Classic Rock

Muito além do que um álbum de covers.

    Santana estava com a carreira mais do que estável, e não precisa provar mais nada para ninguém. Após uma trilogia de cds ( Supernatural, Shaman, e All That I Am), com convidados pra lá de conhecidos, que rendeu bon$ fruto$ ne$$a empreitada, já estava meio que na hora dele carregar sua guitarra novamente, com um gás a mais, sem tanto apelo pop. Então, eis que surge ‘’Guitar Heaven: The Greatest Guitar Classics of All Time’’. Muito além de álbum de covers, Santana deu cara nova a muitas canções clássicas, correndo até certo risco, afinal, tem que ter muita bala na agulha para regravar Rolling Stones, Led Zeppelin, Van Halen, Beatles, com seu tempero latino característico, sem deformar as canções.

    De cara, Santana já entra com pé na porta, com uma versão latina de ”Whole Lotta Love”, do Led Zeppelin, com  Chris Cornell ( Soundgarden), nos vocais. Nunca imaginei que alguém pudesse transformar essa música, mudar até mesmo seu solo mais do que emblemático, e deixá-la em alto nível. ”Can’t You Hear Me Knocking”, do Rolling Stones, cantada por Scott Weiland ( ex- Velvet Revolver, ex- Stone Temple Pilots ) ficou sensacional, com uma jam no final e solos pra lá de sensuais. ”Sunshine of Your Love”, do Cream, ganhou uma batida latina, a ponto de ser mudado de leve o riff original, e torna-se quase impossível não se mexer na cadeira.  “While My Guitar Gently Weeps”, dos Beatles, ganhou uma introdução com ares flamencos, no violão de nylon, e a delicadeza de uma voz feminina, tornando-a angelical e doce. Catada a dedo, direto dos anos 80, “Photograph”, clássico do Def Leppard, manteve o peso hard rock típico, e uma levada latina, que superou a original. Ficou ótima!!!!! Nem tudo são flores, já que em ‘’Back in Black’’, ele dá uma derrapada gigante, ao colocá-la em rap, mas mesmo assim, há um solo excelente na mesma. The Doors foi representado aqui, com  “Riders on the Storm”, e uma das melhores interpretações que Chester Bennington, do Linkin Park, teve na vida. Nem ‘’Smoke in the Water’’, do Deep Purple escapou, ganhando uma ótima versão com licks e solos cheio de wah wah. A alegrinha “Dance the Night Away”, do Van Halen, ganhou percussão, licks e solo que não continham na versão original. “Little Wing” do Hendrix, com  Joe Cocker no vocal, ficou de doer o coração, e no solo que não tem como negar: é Santana na guitarra. “I Ain’t Superstitious’’, do Jeff Beck Group, e “Fortunate Son do Creedence Clearwater Revival, mantém o astral lá em cima, e por fim, uma baita surpresa: “Under the Bridge”, do Red Hot Chili Peppers, que ficou parecendo uma linda canção típica de pôr de sol na praia.

    Muito além de um álbum de covers, Santana mostrou que é possível fazer covers, sem destruir as músicas, e trazê-las para seu universo, quando se tem identidade.

 

 

 

 

 

 

 

Obs: no primeiro vídeo, você já encontra 9 músicas do álbum.