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Exercício de palhetada alternada para mão direita ( vídeo aula 1 )

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    Fala aí, pessoal! Trago aqui o exercício da primeira parte da vídeo aula ”Palhetada Alternada – O conceito” .

    É um exercício simples de cordas soltas, com foco na mão da palhetada! O primeiro exemplo é em colcheia ( 2 notas por tempo ), o segundo em tercina ( 3 notas por tempo ), e o último em semicolcheia ( 4 notas por tempo ).

Obs: mantenha sempre a palhetada alternada, mesmo no exercício de tercina, onde há uma tendência de se fazer sweep. Abraços!

Palhetada alternada ( básico )

Palhetada alternada ( básico ) certo

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Paul Gilbert: técnica na música

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    Dono de uma técnica absurda, senso de humor ímpar (não me lembro, de ver esse cara , tocando, com cara de aborrecido…) , e musicalidade, Paul Gilbert conseguiu o improvável: juntar toda a técnica de caras como Al Di Meola e Yngwie Malmsteen, a espontâniedade de Eddie Van Halen, e o feeling, de mestres como, Jimmy Page e Brian May, tornando-se referência, seja lá em qual empreitada estivesse! Com Racer X, Mr. Big ( banda de maior sucesso, onde juntou ápices técnicos, com temática ”pop”) , ou em carreira solo, esse mestre das 6 cordas, que quando jovem, foi atrás de Randy Roads, perguntar como ele conseguia ser tão velocidade, e recebeu como resposta ” deixe-a vir”, deu nova cara a pirotecnias guitarrísticas, sem soar chato. É possível notar em sua forma de tocar, uma palhetada com pegada, e absurdamente limpa e rápida, mesclado com um fraseado blues rock grande, advindo de sua admiração por caras como Hendrix, Richie Blackmore, e os já citados Page e Brian May, o que lhe trouxe bends e vibratos fortes, dando bastante alma às suas interpretações, mesmo em altas velocidades, e em músicas instrumentais. 

    Para fechar, trago um pequeno detalhe: em uma de suas participações do G3, um de seus colegas de turnê, foi perguntá-lo, como ele fazia determinados tipos de arpejos, soando mais limpos e diferentes…..esse colega de turnê, foi ninguém menos, que John Petrucci. E um outro ”coleguinha” das 6 cordas, Nuno Bittencourt, confessou ter ensaiado por várias vezes com Paul Gilbert, e não o viu errar nenhuma vez. Bem…..já basta, né?

Seja um pouco ”oportunista” na guitarra! Potencialize suas qualidades!

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Richie Kotzen: como notou ter mais facilidade com ligados, virou esse monstro…

    Sabe quando você está estudando, e vem logo aquele tipo de técnica que você fica mais à vontade, e sente mais facilidade para fazer? Então, a tendência é você pensar algo assim: ”Ok, os ligados saem, mas a palhetada é uma porcaria, sou um merda”. Antes de ter esse pensamento ”fofo”, que tal pensar: ” Hey! Consigo fazer ligados com bem mais facilidade, por que não investir nisso? ” . Não é largar de mão as técnicas que possui mais dificuldade ( nada de se auto boicotar ), mas é potencializar suas habilidades, as suas competências, algo bem corriqueiro no mundo corporativo e empresas bem sucedidas, que buscam sim, corrigir falhas e amenizar fraquezas, mas focam no seu potencial, aonde podem liderar e sobressair. Seguindo essa lógica, você pode trabalhar no que é mais natural para ti, ser um pouco ”oportunista” na hora de moldar parte do seu estilo. Se você está estranhando essa palavra, sinto-me à vontade de usá-la desde que li uma entrevista com Edu Ardanuy dizendo que fez isso: foi ”oportunista”, potencializando aquilo que lhe era mais fácil, para ganhar destaque nisso, e foi buscando nivelar aos poucos outras técnicas que lhe eram mais difíceis. O moço acima, Richie Kotzen, muito do sabido, viu que possuía bem mais facilidade com ligados do que com palhetada, e sobre isso, foi estudando o estilo de Allan Holdsworth e Steve Vai, e trazendo para seu universo musical, e moldou um estilo único sobre essa facilidade que ele tinha, a ponto de hoje em dia ter desprezado a palheta, e sambar na nossa cara, tocando coisas absurdamente técnicas e virtuosas sem a mesma. Veja isso, e solte o clássico ”PQP”:

    Após essa humilhação, cito o mesmo para comigo. Eu tinha muita dificuldade de palhetar um desenho de escala, em sua totalidade. Porra, eu cagava sempre no meio, ou no final! Aos poucos fui notando que eu conseguia executar o mesmo padrão, com ligados, e sem me matar para isso. Então, fui tentando desenvolver esse lado, e estudando por fora palhetada, e sempre que ia fazer partes longas com palhetada, e via que ia começar a perder a sincronia, completava com ligados, o que dava uma mistura sonora interessante. Conclusão: Hoje, mesmo fazendo longos trechos com palhetada, mesclo sempre partes com ligados, e acrescento tapping também para alcançar maiores intervalos, tudo aproveitando essa facilidade que descobrir ter. Só pra você ter uma ideia, vou botar um vídeo meu aqui, em homenagem ao moço de cima, e a Jeff Beck:

    Deixo aqui, uma tabelinha, para te ajudar a visualizar seus pontos fortes, ao lado de suas fraquezas:

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    Não é incentivo a deixar de lado suas dificuldades! É um incentivo a uma tomada de direção mais qualitativa de si mesmo, que busca ver seus pontos fortes e potencializá-los, ao invés de olhar pelo prisma do pessimismo que só enxerga a dificuldade, e se auto deprecia.

Palhetada alternada – Afinal, qual o mistério?

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Curte velocidade?

Al Di Meola, Yngwie Malmsteen, John Petrucci, John 5, são caras que utilizam essa técnica, e olham para nossa cara com um ar de ‘’quase deboche’’, como quem diz ‘’olha como é fácil’’. Sendo assim, essa técnica é vislumbrada e desejada por muita gente, mas treinada de forma errada. E a pessoa fica se martirizando querendo a ultra-mega palhetada alterna, criando milhões de barreiras e neuras sobre um assunto que é razoavelmente simples. A palhetada alternada, nada mais é, do que tocar com a palheta em ambos os sentidos, alternadamente, ou seja: uma palhetada para baixo, outra palheteada para cima. Fim. Antes que venha uma ideia de que é usada apenas por guitarristas que fritam e tocam mil notas por segundo, esse conceito está errado. A palhetada alternada é uma técnica como qualquer outra, essencial para se tocar bem guitarra, assim como bends, vibratos, slides, ligados, etc. Joe Bonamassa, Slash e Tom Morello,  possuem bom domínio da técnica, usando-a em riffs e trechos de solos, e nem por isso são associados a ela. Tal técnica economiza movimento, afinal, se você palhetar para baixo, terá que voltar com a palheta para tocar para baixo novamente, então, por que não aproveitar o movimento de volta? Mas muita gente se atropela na hora de tentar dominar a técnica de forma errada, causando frustração e até dores, e buscam inacreditavelmente, milhões de dicas, macetes, culpam guitarra, equipamento, palheta,  diz que é olho grande, etc. Tudo se vale do treino, e poucos preceitos até mesmo lógicos:

  • Use um posicionamento correto para você, que não gere esforço, e desconforto. Muitos deixam a mão apoiada na ponte, o que ajuda até a abafar as cordas se preciso;
  • Sincronia! As duas mãos precisam trabalhar em conjunto! Nada pior que a mão da palheta mais rápida que a da digitação, cagando tudo. Só que aqui, fica mais difícil de limpar depois de tocado…
  • Relaxamento! Não force a mão, muito menos o pulso! Muitas pessoas erram em tentar botar força, para alcançar velocidade, e com isso, tocam muitas vezes sem tanta clareza, e com músculos sendo forçados e contraídos, ficam com dores que podem evoluir para uma tendinite, por exemplo. Tem muito mais a ver com ‘’soltar o freio da mão’’, do que acelerar;
  • Treine lentamente, para alcançar precisão. É primeiro necessário tocar certo lentamente, acostumar sua musculatura, para depois ir aumentando a velocidade;
  • Tudo funciona como qualquer rotina: é preciso paciência e treino, e ‘’não se preocupar’’ muito. Simplesmente curta o treino, e não tenha pressa! Muitos resultados vão aparecendo com o tempo de treino, sem você perceber. Você esperou 9 meses para nascer, vai ter pressa agora? Ah! E use aquele aparelhinho chamado metrônomo, que você deixa na gaveta onde ficam as camisinhas que você não usa;
  • Quanto ao equipamento, não há nada que te impeça de tocar certo e limpo. Quem toca certo ou não, é você, e não seu ampli;
  • Qual palheta usar? Uma palheta que ao menos não dobre igual folha de papel, vai ajudar, pois uma palheta muito mole, vai absorver o impacto da corda, te obrigando a fazer mais força. Já uma menos maleável, vai ‘’raspar’’ a corda e passar ‘’ilesa’’ por ela. Melhor ainda, se você inclinar um pouco, para sentir esse efeito de ‘’deslizar’’ pela corda;

Por fim, pra não dizer que sou eu que estou falando, inventando isso tudo, vou deixar os vídeos de 2 caras legais, explicando o assunto: um tal de Paul Gilbert, e um tal de Kiko Loureiro, não sei se vocês conhecem…

Blues para todos nós…

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    Novamente um amontoado de coisas, mesmo organizadas, perto de mais um compromisso, fazem sua presença em forma de um frio na barriga. Dentre mais uma semana de aulas, visualizei alunos evoluindo bem, tanto na visualização de escalas pelo braço, e começando a improvisar melhor com as mesmas, mais uma constante foi notada em muitos: palhetada alternada, e a forma como cada um se posiciona fisicamente, perante o instrumento. Alguns alunos seguravam a palheta de uma forma a travar completamente a palheta entre os dedos, dificultando assim, tocar com mais leveza, e certas vezes, posicionando a mão, de forma um pouco diferente, que possuía muito mais chances de atrapalhar, do que ajudar. Tocar um instrumento, é relaxar para a vida, se divertir, e trazer paz para si. Não é para ser dotado de esforço, ou força desnecessária. Cada técnica vai demandar mais ou menos força, mas saber a forma mais tranquila de executar cada uma, é um dos detalhes mais importantes, para desenvolver-se bem no instrumento.  Acaba que cabe um pouco ao professor, fazer um certo trabalho de observador também, vendo o aluno tocar, de forma natural, certas vezes sem que o próprio repare, e fazer um trabalho de formiguinha, tentando achar pequenos detalhes, que podem estar dificultando o aprendizado.

    Junto disso, a cabeça a mil, com detalhes de um workshop a serem resolvidos: slides com fotos dos músicos citados, tópicos a serem falados, e estudo de cada tema a ser executado, da melhor forma possível, apresentando detalhes da história da guitarra, e de um gênero tão rico como o blues, com todas as vertentes que ele originou, em apenas 2 horas. Linkar o mundo de Robert Johnson, com o de Stevie Ray Vaughan e o de Joe Bonamassa, e o que isso tem a ver com Eddie Van Halen e Paul Gilbert. O que teria a ver isso, com country, ou com jazz? A responsabilidade de apresentar a muitos seus pontos de vista, informações valiosas, sem soar chato, e conquistar novos olhares para a música, seja para estudar mais e buscar melhorar, seja para se interessar a começar a tocar, ou apenas, trazer um pouco mais de conteúdo ao paladar musical de cada um, trocando informações, ouvindo o que cada um tem a dizer. Afinal, música é uma das mais belas trocas que um ser humano pode fazer para com o outro.